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Economia Vamos calcular!

Custo de oportunidade: entenda como calcular!

Vamos saber o que é e como é.

06/05/2021 13h28
Por: Redação
Custo de oportunidade: entenda como calcular!

Na economia, tanto quanto no cotidiano, surgem inúmeras decisões com potencial de impacto na vida e no planejamento de alguém. O custo de oportunidade é um conceito atrelado a avaliação dessas decisões.

Assim, tomar uma decisão, muitas vezes, significa abrir mão de algo menos desejado ou menos urgente para o momento. O conceito de custo de oportunidade representa o valor que o indivíduo perde ao fazer uma escolha.

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Com isso em mente, é importante que o investidor reconheça o custo de oportunidade nas suas escolhas financeiras e, assim, possa desenvolver autonomia para operar os seus investimentos.

O que é custo de oportunidade?

O custo de oportunidade é o valor financeiro, ou até mesmo social, renunciado ao fazer uma escolha. Em outras palavras: é o custo da escolha não tomada, ao se optar por outra decisão.

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Por essa razão, o custo de oportunidade também é conhecido como custo econômico ou trade-off, já que se ganha uma coisa e perde-se outra.

Na economia, esse custo está associado a um conflito de escolha em um cenário de escassez. Isso quando um agente econômico, não pode ter, ao mesmo tempo, os dois objetos de escolha.

Exemplo de custo de oportunidade

Supondo que um investidor, tanto pessoa física quanto CNPJ, escolha aplicar em um ativo x ao invés do y. Caso o rendimento do ativo x não seja o esperado, o investidor terá um custo de oportunidade.

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Assim, o custo não significa uma multa ou uma diminuição orçamentária, mas sim, uma oportunidade não explorada, nesse caso, o investimento no ativo y.

Para melhor exemplificar num cenário cotidiano: uma pessoa entra de férias e precisa decidir entre viajar ou evitar os gastos e passar as férias em casa. Desse modo, a pessoa irá analisar os prós e contras de cada decisão, com objetivo de fazer a melhor escolha para si.

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Quanto ao mercado financeiro, o investidor pode analisar a opção que oferece uma rentabilidade maior antes de fazer suas aplicações.

Como calcular o custo de oportunidade?

Calcula-se o custo de oportunidade de acordo com cada circunstância. Usa-se como base o valor do benefício que se teria com a opção que não foi escolhida. No caso de operações de investimento, existem indicadores financeiros que podem servir de parâmetro para o investidor ter esse resultado.

Entre as métricas mais usadas, estão a taxa Selic e o CDI. Esses indicadores podem auxiliar o investidor a analisar se a rentabilidade do seu investimento está sendo superior ao custo de oportunidade.

O valor atualizado da taxa Selic e do CDI pode ser encontrado no site do Banco Central.

O que é a taxa Selic?

A taxa Selic é a taxa de juros básica da economia brasileira. Ela serve como instrumento da política monetária e indica as condições econômicas do país.

Ao se fazer investimentos de renda fixa e títulos públicos, o rendimento dessas operações é atrelado à variação da taxa Selic. A Selic tem a função de mediar empréstimos e rendimentos com base no valor atual do dinheiro no mercado financeiro.

Ou seja, analisar a taxa Selic pode ser interessante para o investidor, uma vez que as alterações na taxa ocasionam mudanças em setores como investimento, consumo e aplicações em títulos de dívida pública.

O que é CDI?

O Certificado de Depósito Interbancário são os títulos emitidos pelos bancos para facilitar o empréstimo entre eles. Esse índice leva em consideração as atividades das instituições financeiras. No entanto, não está restrito somente a essas instituições.

O CDI pode ser usado para indicar a rentabilidade de títulos de renda fixa. Portanto, pode ser útil ao investidor que procura calcular o custo de oportunidade de uma aplicação em um título público, por exemplo.

Tipos de custo de oportunidade

Geralmente, são quatro os tipos de custo de oportunidade:

Custo de Oportunidade Escondido

Trata-se do custo de oportunidade que não encontra-se exposto. Assim, não é possível saber exatamente o que será perdido numa decisão financeira.

Ou seja, trata-se de um custo camuflado e que não pode ser mensurado.

Por exemplo, se um investidor precisa escolher entre dois tipos de investimento, ele pode reconhecer qual o custo envolvido na operação por meio de uma análise de juros e rendimento.

Entretanto, é possível que existam valores que já estão embutidos nessas operações. Desse modo, esses valores acabam sendo somados automaticamente a determinados tipos de investimento.

Custo de Oportunidade Aberto

Já o custo de contabilidade aberto não leva em conta o conceito de camuflagem. Ou seja, o seu valor não é embutido de modo camuflado em uma operação.

Custo de Oportunidade Contábil

Esse custo se refere ao âmbito empresarial. Ele representa o  quanto uma companhia teve seu lucro sacrificado por ter investido em determinado recurso ao invés de outro.

Custo de Oportunidade Ambiental

Já esse tipo de custo representa o valor máximo obtido pelo uso de algum recurso natural.

Por exemplo, usar um recurso natural não renovável, como o gás natural, para geração de eletricidade, acaba por inviabilizar o seu uso como combustível.

Ou seja, usar o gás natural na indústria de energia impede o seu na indústria automobilística.

Nesse caso, o custo de oportunidade ambiental representa o rendimento que poderia ter sido ganho com o investimento na indústria automobilística ao invés da indústria de energia.

O que é custo de oportunidade zero?

O custo de oportunidade zero é quando não há opções a serem escolhidas, bem como nenhum malefício ou benefício envolvido na decisão. Ou seja, não existe um custo de oportunidade nessa escolha.

Desse modo, não há sacrifício devido à escolha de uma oportunidade em detrimento de outra.

Custo de oportunidade em investimentos de Renda Fixa ou Renda Variável

A escolha entre investir em renda fixa ou renda variável serve como um exemplo de como o custo de oportunidade funciona no contexto dos investimentos.

Por exemplo, ao optar por investir em fundos de renda fixa e ter informação sobre os rendimentos no momento da aplicação.

No entanto, ao deixar de aplicar em fundos de renda variável, pode não ter a oportunidade de que o seu rendimento cresça mais do que o esperado.

É importante destacar que o investidor deve tomar essas decisões de modo alinhado com o seu perfil de investidor e objetivos financeiros.

Portanto, o custo de oportunidade, usado diversas vezes em situações do cotidiano, pode ser integrado às estratégias de decisão sobre um investimento.

Assim, o investidor pode analisar com mais clareza os benefícios e malefícios de uma escolha financeira.  (Por Arthur Dantas Lemos).

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