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Geral Guerreira

Não tenho vergonha de trabalhar na roça, diz linharense que ganha até 400 Reais semanais colhendo café

Ela é guerreira mesmo. Confira o horário que acorda, sai e chega em casa.

28/04/2021 08h19 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Não tenho vergonha de trabalhar na roça, diz linharense que ganha até 400 Reais semanais colhendo café

Se você se impressionou com a manchete, certamente também se impressionará com a determinação da linharense Cristiana Saue Vicente Fragoso, uma jovem de 24 anos que para familiares e amigos é conhecida como Cris.

 

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Ela é uma dessas mulheres guerreiras, determinadas, exemplo de verdade quando se trata de ganhar o pão de cada dia. Quando começou a jornada na colheita de café, Cris pediu para fazerem essas fotos dela, legendou explicando que era o primeiro dia no ofício neste ano de 2021, agradeceu à Deus e destacou: “Não importa o trabalho que você tenha, sempre faça o seu melhor! Deite-se com a cabeça tranquila todos os dias. Jamais tenho vergonha de trabalhar na roça”.

Claro que os elogios vieram, e como ela é nossa leitora, perguntamos se poderíamos expor as fotos e sua satisfação aqui, para os demais internautas também compartilharem de tão honroso momento.

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“Sim, sim. Claro que pode. Amo acordar e saber que na proteção de Deus tenho as forças para ir à luta. Desde os meus 9 anos de idade, quando morava com minha mãe na roça, atuo na colheita de café”, disse ela. E saber lidar com a situação desde cedo, tornou Cris verdadeira craque no ofício. Ela disse que por semana, sozinha, chega a ganhar R$ 400,00.

Mas para um profissional nesse ofício chegar ao que Cris declarou, tem que acordar cedo. Para falar a verdade, de madrugada. Quando divulgou as fotos em destaque, a guerreira já estava acordada há horas. Moradora do bairro Araçá, às 3h30 ela já está de pé.

É que o ônibus que leva os profissionais até a lavoura cafeeira, na região de Rio Quartel, começa a circular às 4h20. “Embarco no bairro Araçá mesmo, e chego na roça às 6h20. Começo a colher o café às 6h40 e paro às 17h. Chego em casa às 18h30”, detalha ela sobre a jornada de cada dia.

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Desde o dia 26 desse mês de abril é assim. E Cris diz que a vaidade fica de lado quando está trabalhando. O motivo de tanta determinação? “Meus filhos. Faço tudo por eles”, disse ela imediatamente após a pergunta sobre a motivação do estilo guerreira. “Sou guerreira sim, para muitos não sei, mas, eu pensando e vivendo assim, já basta”, explica.

Perguntamos como é quando termina a safra, e os trabalhadores não têm mais como atuar na lavoura de café: “Vou vivendo de bico, faço diárias, todo trabalho honesto. Tenho orgulho de ser assim, batalhadora, pois meus pais me ensinaram assim, e assim sou para defender o pão de cada dia para sustentar meus filhos”, conclui Cris.

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