
Entre cobranças sobre solução de problemas causados por alagamento, falta de iluminação em campo de futebol, pedidos de implantação de ponto de ônibus, chegada de benefícios básicos no interior, cobrança de intérprete para que surdos/mudos possam acompanhar os trabalhos do Legislativo, um assunto “calou” e mexeu com o pensamento de quem acompanhou a Sessão Ordinária desta segunda-feira (26) através das redes sociais da Câmara Municipal de Linhares: A fome.
E ela está bem perto, para falar a verdade, mais perto do que a gente imagina. Conforme declarou o vereador Carlos Almeida Filho, pessoas famintas estão comendo lixo ali na Avenida São Mateus, perto de uma faculdade particular. O edil detalhou que viu a seguinte cena: as pessoas esperam os donos de restaurante e pizzaria jogar o alimento fora, e depois pegam o lixo para comer. Ele disse que isso acontece em outros bairros também.
Uma vereadora resolveu atribuir o fato ao governo federal, mas outros vereadores encararam a realidade e pediram uma posição por parte do Município mesmo.
O vereador Tarcísio Silva, por exemplo, disse que é procurado por pessoas carentes que têm sido cobradas, intimadas judicialmente para pagar IPTU. Referindo-se à arrecadação no Município, ele explicou que “os milhões são para poucos”. Em seguida o vereador disparou: “Eu não aguento mais ver tanta gente sofrendo. Quem é rico fica mais rico e quem é pobre fica mais pobre ainda. Não dá mais para esperar, coloco o meu time em campo, pois aqui em Linhares, quanto mais pobre menos a pessoa é atendida”, disse ele.
Outro que pede providências e colocou a boca no trombone foi o vereador Fabrício Lopes. Ele disse que pessoas entram em contato com ele pedindo ajuda para pagar conta de água, de luz, e que a dificuldade é grande. Depois de algum tempo, a sessão foi encerrada, sem que outros vereadores se envolvessem com o assunto.
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