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Geral 2ª semana sem busão

Sentindo na pele: Sem ônibus da Joana Darc, linharense continua com prejú no ir e vir

Mulher conta quanto gastou com carro de aplicativo.

06/04/2021 19h56
Por: Redação
Sentindo na pele: Sem ônibus da Joana Darc, linharense continua com prejú no ir e vir

E o capixaba enfrenta mais uma semana de restrições no funcionamento do transporte coletivo. Em Linhares, muitas pessoas que precisam andar de ônibus enfrentam dificuldades para realizar atividades essenciais, como, por exemplo, buscar medicamento na sede do município.

É o caso de uma mulher com câncer, moradora do bairro Canivete, e que, inclusive, foi manchete aqui no Site Eu Vi em Linhares ao reclamar de aglomeração e espera, e o que gastou para o ir e vir.  Afastada do trabalho, ela depende mais do que nunca do transporte coletivo para se deslocar até a Farmácia Pública, no Centro da cidade, buscar medicamento para fazer tratamento. Ela, que gastava R$ 8,00 em média, precisou desembolsar R$ 18,00 para ir e mais R$ 18,00 para voltar com o uso do transporte por aplicativo na última segunda-feira (05).

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Desde o início das restrições à circulação de ônibus para o público em geral, os moradores de Linhares sentem na pele os prejuízos da falta do transporte coletivo. Na semana passada, o membro da diretoria da Associação dos Deficientes Físicos de Linhares (Adefil), José Geraldo Giovani, disse que a suspensão provisória dos ônibus afeta cerca de 2.700 pessoas com deficiência.

Ele ainda alerta para prejuízos graves. “Caso a empresa suspenda definitivamente as atividades em razão da crise, perderíamos o direito às gratuidades e aos ônibus adaptados, outra grande conquista. São direitos adquiridos ao longo dos anos e acarretariam grande exclusão social. As pessoas perderiam o direito ao lazer, de ir à escola, ao médico e a outros serviços”, lamentou.

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E quem também alertou para o cenário de dificuldades foi o secretário de finanças do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Norte do Espírito Santo (Sindnorte/ES), Claudenir Monteiro (Chaveirinho) a falta dos ônibus nas ruas gera uma cadeia de prejuízos. Dos 3 mil motoristas registrados pela entidade, 250 estão parados. “Há um medo muito grande do desemprego, pois sabemos que as empresas não conseguem se sustentar sem a geração de receita. Também há muitos relatos de dificuldades de passageiros, já que o valor da corrida dos carros de aplicativo teve uma alta muito grande e o valor fica inviável para muitos”, alertou.

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