
Anote esse nome: Miguel Reis. Ele tem apenas 7 anos, mas o porte físico e altura são de 10, 11 anos. Falou em cobrança de falta? É com ele mesmo. Quando o assunto é futebol, habilidade desse pequeno gigante sooretamense impressiona dentro das quatro linhas.
Aos 3 anos a bola era seu mais querido brinquedo, e quando o pai, o leitor Werlem Julian dos Santos, percebeu a habilidade do garotinho, veio logo o incentivo. “Ele teve um crescimento mais avançado pela idade que tem, hoje ele já mede o mesmo tamanho dos meninos de 10 e 11 anos, a força e o jeito de chutar na bola o favorecem muito”, disse o paizão.
E como apenas isso não basta, o ritmo de treinamento se faz presente na rotina: Miguel joga Pelo Arena Futebol Clube, e treina todos os dias. Às terças e quintas-feiras, no Arena, em Linhares; e às segundas, quartas e sextas, em Sooretama, nos campos locais. “Ele faz também treinos intensivos na areia e na quadra”, acrescenta o genitor.
Morador do Centro de Sooretama, o menino segue os protocolos por conta da pandemia, e nesses tempos das aulas não presenciais, o garotinho grandão evoluiu muito, pois ficou mais focado no seu treinamento.
“O levo todos os dias, e pelo menos em três desses dias eu faço pessoalmente o treino, parte física e precisão. A garra que ele tem para continuar, me impressiona. Treinamos cerca de duas horas seguidas. Ainda temos que aprimorar velocidade e condução de bola, mais ele é muito acima da média pela sua idade, e um exemplo são as cobranças de falta”, conta Werlem.
Em seguida o pai destacou a força: somente meninos de 13 a 14 anos conseguem acompanhar o chute do garoto que tem apenas 7. “Além da força, também tem uma precisão incrível, de forma que ele possa acertar o travessão do gol diversas vezes”, explica.
E sabe quem é a grande inspiração de Miguel? Nada menos que Cristiano Ronaldo, o CR7. E quem já viu o menino cobrar faltas, comenta que o jeito de chutar é muito parecido com o do ídolo. Para o paizão, claro, é idêntico.
E o time do coração? O menino de 7 anos parece estar na arquibancada do estádio quando o Flamengo joga. Pergunta sobre a hora o dia todo, e na hora que assiste os comentários sobre os lances são idênticos aos de “gente grande”.
Desse jeito, certamente o menino será alvo de olheiros, e logo veremos o nome “Miguel Reis” nas escalações dos jogos transmitidos na telinha. “É o que ele fala quando assiste futebol na TV”, concluiu o pai, com um largo sorriso.
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