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Delegado lembra quando Brasil teve 2 carnavais no ano, e pede respeito para 2021, com festa cancelada

Aproveite para ter uma “aula” de História sobre o evento no País.

06/02/2021 às 09h19 Atualizada em 06/02/2021 às 18h19
Por: Redação
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Delegado lembra quando Brasil teve 2 carnavais no ano, e pede respeito para 2021, com festa cancelada

Você conhece a história dos anos que o Brasil teve dois carnavais? Pois é, isto aconteceu sim. E neste ano de 2021, a pandemia do novo coronavírus mudou os planos no mundo, mas vamos aos fatos, através do brilhante texto do Doutor Fabrício Lucindo Lima:

Caros leitores, hoje vamos falar sobre um assunto interessante: o carnaval de 2021.  Todos vocês têm visto notícias do Brasil inteiro sobre o feriado do carnaval, e em alguns municípios e Estados da nação, foram canceladas as folgas; em outros foram proibidas as festas, bailes, blocos e outros, ou seja, de uma forma ou de outra o carnaval 2021 foi cancelado por conta da pandemia.

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Observem como essa trágica pandemia está mudando nossas vidas. Em quase meio século de vida, eu nunca havia ouvido falar sobre a possibilidade do cancelamento do carnaval, festa que se tornou uma coisa quase que sagrada  na cultura popular brasileira, muita gente se diverte, outros satanizam as datas, mas aproveitam as folgas; o pessoal dos serviços essenciais e das escalas de revezamento não param, e tem ainda uma turma que aproveita para ganhar um dinheiro para reforçar o orçamento.

Pois bem, intrigado sobre essa história de adiamento ou cancelamento do carnaval, acabei pesquisando um pouco sobre o assunto e descobri que já tivemos dois episódios semelhantes no passado.

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A primeira vez em que a festa popular foi adiada, foi em 1892. O ministro do interior da época, decidiu mudar a data para o mês de junho, no final do século XIX, o carnaval começava a se firmar no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas ainda era conhecido como uma festa violenta, em que as pessoas saíam pelas ruas fantasiadas e se atacavam com farinha, água, limões, tomates podres e até dejetos humanos e de animais.

Pois bem: para o tal Ministro, junho era um mês “mais saudável” do que fevereiro por conta do calor, já que havia um pensamento comum de que no calor, os vírus e as bactérias se propagavam mais ferozmente. Ainda não existiam escolas de samba e a festa era somente nas ruas, conhecida como Entrudo. Pronto, não deu certo! Os foliões ignoraram as regras e tivemos dois carnavais, sendo um em fevereiro e outro de junho.

Em 1912, já no século XX, a época da modernidade, a festa popular estava quase pronta para acontecer; no entanto, faltando apenas alguns dias para os quatro dias de folia, José Maria da Silva Paranhos Júnior, o “Barão do Rio Branco”, homem influente em todo o país e no exterior, Ministro das Relações Exteriores por quase uma década, morreu, aos 66 anos, vítima de insuficiência renal.

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O falecimento causou uma comoção nacional. O Brasil caiu em luto. No Rio de Janeiro, a capital da República da época, uma multidão fez fila no Palácio do Itamaraty para ver o cadáver do Barão e acompanharam o caixão até o Cemitério do Caju, onde o ministro foi enterrado com honras de chefe de Estado.

Dada à situação de comoção generalizada, o Governo determinou que em respeito ao Barão, os bailes de carnaval deveriam ser adiados para 6 de abril, na páscoa. Os clubes que organizavam bailes à fantasia, em especial os do Rio, acharam que seria um desrespeito promover a esbórnia em pleno período de luto, então, aceitaram a determinação e decidiram cancelar os bailes em cima da hora e remarcá-los.

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A princípio, a população havia aceitado a ideia de ter o carnaval em abril, no feriado da Páscoa. Contudo, quando chegou o sábado de carnaval, os foliões decretaram que uma semana de luto estava mais do que bom e foram para as ruas. Muitos, inclusive, em meio à festa, enaltecendo a figura do falecido. Outros, fazendo graça com a história toda.

Semanas após, no feriado da Páscoa, em abril, outro carnaval. Mais quatro dias de folia nas ruas e criaram até uma marchinha de carnaval em homenagem ao Barão e o carnaval: “Com a morte do barão, tivemos dois 'carnavá'.  Ai, que bom, ai, que gostoso, se morresse o marechá”, em referência ao Marechal Hermes da Fonseca, presidente do Brasil na época.

Meus amigos, essas são histórias de um país, de um povo que não leva as coisas a sério. Estamos passando por uma pandemia sem precedentes, nossos amigos, parentes, os parentes de nossos amigos, nossos colegas de trabalho, pessoas que nós conhecemos, do nosso convívio, estão ficando doentes e estão morrendo... e nós... continuamos brincando, fazendo piadas e até desrespeitando nossos mortos.

Espero sinceramente, pelo menos desta vez, que as determinações sejam respeitadas e que tenhamos um feriado de carnaval sem festas, bailes, blocos, escolas de samba e aglomerações, para o bem de todos. Quem sabe no ano que vem, todos nós estaremos vacinados e imunizados?

*Fabrício Lucindo Lima é delegado da Polícia Civil, chefe da 16ª Regional no ES

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RevoltadaHá 5 anos ...Que bom se as pessoas tivessem conciencia, e respeitassem as pessoas que perderam os entes queridos,amanha pode ser um de nos, pensem nisto
Mariazinha Há 5 anos ...Sim senhor delegado vam9s nos imunizar primeiro né mas se autoridade da nossa linhares não fechar as entradas das praias de linhares e lagoas temos carnaval sim porq os jovens não estão nem aí pra o vírus eles só querem curtir som alto e praia e não estão nem aí pra vidas q já foram e pode ser ir mas lembramos q não deve festa da virada mas pontal lotou gente e aumentos os caso de vírus nos hospitais de linhares o q fazer pra mudar isso coloca o povo pra trabalha pra salva vidas
NoisHá 5 anos ...Vamos falarmos de outras coisas Boas. Vamos esquecer de carnaval gente...chamado o dia do bicho.....a nossa juventude hoje só que tem festa e pouco trabalho e responsabilidade..vamos aplaudir sem carnaval..sem festa.estamos na hora de refletirmos melhor o que tá acontecendo com o próprio homem..falta muito respeito dessa humanidade de hoje.. Filhos não tem nenhum respeito e responsabilidade com nada mais..e quanto mais festa pior seria meus amigos..vamos pedir muito a Deus e os nossos govern
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