
Deu polícia em uma boate localizada na Avenida Genésio Durão, bairro Três Barras, no início da madrugada deste domingo (6). Uma jovem de 22 anos acabou conduzida para a delegacia, e um segurança de 37 anos, que também foi levado até à Polícia Civil, é apontado como vítima no relatório da Polícia Militar.
O relatório cita que foi a jovem quem acionou a Polícia Militar, e que o fato aconteceu 01h15. No local, cita o relatório, os policiais foram informados que a solicitante foi colocada para fora do estabelecimento com uso da força física, e que tal fato teria ocorrido devido a solicitante apresentar sintomas de embriaguez alcoólica e, ao ser advertida, desferiu um tapa no rosto do segurança. Ao ser colocada para fora, o antebraço direito da mulher ficou com uma pequena lesão.
Ainda segundo o relatório, a jovem deu um chute no vidro de entrada da boate, vindo a quebra-lo. Aa partes, conforme citado acima, foram conduzidas a 16ª Delegacia Regional de Linhares (DRL), que fica no mesmo bairro onde se deu o fato. A mulher teria ficado alterada, sendo necessário coloca-la no compartimento de segurança da viatura.
Na noite deste domingo (6), vídeos com a versão de uma jovem, que seria a mesma envolvida na situação, começaram a circular em grupos de Whatsapp, e neles ela se coloca na posição de vítima, e disse que o fato aconteceu quando pediu “para voltar para poder pegar as bebidas que estavam lá”.
O espaço está aberto caso as partes queiram se identificar para falar sobre o assunto: 27 99808-4347.
Em tempo: A defesa da conduzida entrou em contato com a nossa Redação e enviou a nota abaixo, postada na íntegra:
“Os fatos não se deram na forma como narrados pela pessoa a quem interessava. Em verdade, a Gabriela estava apenas querendo reaver bebida já paga que, antes, havia pedido para que guardassem, a qual seria utilizada em evento futuro privado (after). Pedido que foi negado por funcionário do estabelecimento, que, na ânsia de fechar a casa, fez uso de força excessiva para expulsar quem lá ainda se encontrava, caso da Gabriela.
De pronto, o preposto do estabelecimento a seguiu, puxando-lhe o cabelo, de modo a arrastar pelo interior do estabelecimento até a saída.
A agitação porta afora não foi um desvario da Gabriela; antes, foi um pedido de socorro. Exatamente por isso a alteração em que se encontrava quando da chegada da viatura policial que ela própria havia chamado. Não houve pagamento de fiança alguma, como quer fazer crer o informante, mas mera condução devido à alteração de estado anímico da Gabriela.
A sedizente vítima da situação nem de longe verdadeiramente o era. A Gabriela, sim, que saira vitimada, assim como tantas outras pessoas que foram e são subjulgadas, mas que não vem à público por medo.
As lesões provocadas não se restringiram à uma pequena escoriação no braço. Muito ao revés, todos os membros ficaram com arranhaduras, houve perda de fragmento de dente, lesões palbebral e labial, já tendo havido a feitura de exame de corpo de delito.
Houve a lavratura de Boletim de Ocorrência que infirma o quanto contido no outro já publicizado. Informo, ainda, que as medidas cabíveis já estão sendo tomadas.
Rodolfo Perini Gomes. OAB-ES n.° 28.652”.
O espaço continua aberto, caso a outra parte e o estabelecimento queiram se manifestar: 27 99808-4347.
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