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Famílias dobram produção de feijão e vendem safra a preço maior do que no ano anterior com apoio da Renova

As informações são da Fundação.

15/10/2020 13h59 Atualizada há 2 semanas
Por: Redação
Famílias dobram produção de feijão e vendem safra a preço maior do que no ano anterior com apoio da Renova

Cerca de 30 famílias de produtores de feijão de Rochedo, Córrego Preto e Leonel, na zona rural de Rio Casca (MG), viram sua produção duplicar este ano com apoio da Fundação Renova em projeto que contou com a parceria da Alnutri Alimentos, detentora da marca Pink, e da Emater-MG.

Os produtores receberam assistência técnica e insumos, como sementes padronizadas e adubo, entre outros, para melhorar a qualidade da produção. Com a parceria, os grãos foram classificados como Tipo 1. Os agricultores colheram 478 sacos do grão em agosto, totalizando quase 29 toneladas.

Toda a safra foi vendida para a Alnutri por um valor 120% maior do que a média de venda do ano anterior. A iniciativa gerou um faturamento de R$ 114 mil para os agricultores. A empresa criou embalagem exclusiva para o produto, que ganhou o nome “Cultivo do Bem”.

Além do aumento na produtividade e da abertura de mercado, o projeto ainda possibilitou a criação de uma lógica coletiva de cultivo e organização. Antes da parceria, o feijão cultivado pelas comunidades apresentava alto grau de heterogeneidade, uma vez que os agricultores reutilizavam sementes da colheita anterior (alguns faziam isso há 30 anos). Sem renovação, as sementes perdem força e qualidade. Além disso, o preparo da terra era rústico. Alguns agricultores usavam adubo, outros não. O projeto trouxe organização no cultivo, padrão uniforme de qualidade e venda em conjunto, o que elevou o volume total.

“Antes a gente plantava milho, feijão, mas não tínhamos quem comprasse. O apoio da Renova, da Pink, da Emater e de todo o conjunto de pessoas envolvidas no projeto fez a agricultura reviver para gente. Trabalhamos sabendo que aquilo tem um valor, que temos a opção de vender. A gente só tem a agradecer.” (Ademar Vieira Dias, da comunidade de Rochedo).

Cada família cultiva uma área pequena, de até 4 hectares, dependendo da capacidade de cultivo de cada uma. Com as intervenções, as famílias produziram com mais qualidade e aumentaram o volume de produção, mesmo utilizando uma área menor de manejo. Neste ano, por exemplo, a área total cultivada de feijão foi de 31,2 hectares. No ano passado, foi de aproximadamente 40 hectares.

O plano de assistência técnica para melhoria do cultivo teve como objetivo o desenvolvimento dos grãos Tipo 1 e viabilizar o acesso dos produtores ao mercado nacional de feijão. Amostras do feijão produzido foram analisadas por técnicos da Alnutri Alimentos, que confirmaram a qualidade da colheita. Toda a safra de 2020 foi adquirida pela empresa.

“Esse é um resultado muito importante do projeto que foi desenvolvido com as comunidades, que conseguiram, pela primeira vez, vender a safra integralmente e por um valor justo, que acompanha a cotação do mercado nacional.” (André Mapa, analista de Economia e Inovação da Fundação Renova).

“O solo dessa comunidade possui boa fertilidade natural, mas necessitava de alguns nutrientes. A Emater orientou para uma reposição simples de nutrientes comuns à cultura de feijão. Também orientamos os produtores quanto ao uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) à época do plantio e como usar esses insumos”, explica Maurício Kowarick, especialista em Uso Sustentável da Terra (UST) da Fundação Renova.

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