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Meio Ambiente Rio Doce

Oficinas estruturam novos arranjos produtivos para recuperação do rio Doce

Elaboração de modelos de restauração florestal com fins econômicos faz parte da 2ª fase do Concurso de Ideias Renovadoras.

13/10/2020 13h08
Por: Redação
Oficinas estruturam novos arranjos produtivos para recuperação do rio Doce

Seis novos arranjos produtivos de Sistemas Agroflorestais (SAF), que combinam espécies florestais com culturas agrícolas ou pecuária, estão sendo elaborados na bacia do rio Doce para promover a recuperação ambiental com fins econômicos na região. Os modelos de restauração florestal desenvolvidos são resultado das oficinas virtuais que compõem a segunda fase do Concurso Ideias Renovadoras: Plantando Árvores e Colhendo Alimentos, realizado por meio de um convênio entre à Fundação Renova e a WWF-Brasil, em parceria com o Instituto Terra e o Centro de Pesquisa Internacional Agroflorestal (Icraf).

Participaram da imersão on-line convidados do Distrito Federal e de cinco estados (Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco), incluindo representantes dos cinco projetos de SAF finalistas do concurso e das duas menções honrosas, selecionados entre os 131 inscritos, além de especialistas, técnicos e agricultores da bacia do rio Doce. 

As oficinas foram realizadas de 21 a 25 de setembro e funcionaram como um laboratório técnico e colaborativo, com debates, apresentações e painéis digitais. O foco dos trabalhos foi a melhoria de práticas, o reconhecimento de técnicas locais e o fomento de negócios sustentáveis e a recuperação florestal. 

O espaço virtual permitiu a criação de grupos de trabalho que deram origem a seis novos arranjos produtivos de SAF que poderão ser implementados na bacia do rio Doce pela própria Fundação Renova ou qualquer pessoa ou organização interessada. Dos cerca de 40 mil hectares de área que serão reflorestados pela Fundação Renova na bacia do rio Doce, aproximadamente 10 mil podem ser destinados ao plantio com fins econômicos.

“Essa expertise dos projetos trará uma oportunidade para os produtores da bacia preservarem suas áreas, melhorarem a qualidade da água e do solo e até mesmo desenvolverem atividades voltadas para a geração de renda”, diz Felipe Drummond, especialista de Uso Sustentável da Terra da Fundação Renova. 

A oficina on-line estava prevista para ocorrer na sede do Instituto Terra, em Aimorés (MG), uma das referências de restauração florestal na bacia do rio Doce, mas precisou ser adaptada para o formato virtual, em razão da pandemia do coronavírus. A nova dinâmica não comprometeu a qualidade do evento, segundo a especialista da WWF-Brasil, Leda Fontelles: “As avaliações dos participantes foram predominantemente positivas. Os convidados ficaram surpreendidos com os resultados alcançados na oficina, apesar dos desafios impostos pelo mundo virtual”.Outro ajuste realizado foi a substituição da tradicional pausa para o café pelo envio de uma cesta com itens adquiridos de atingidos, da agricultura familiar ou produzidos em sistemas agroflorestais na bacia do rio Doce e fora dela, o que ajudou os convidados a se conectarem com a temática da oficina.

Confira os projetos selecionados do concurso e que participaram das oficinas: 

●Projeto de restauração de áreas degradas com sistemas agroflorestais biodiversos e produtivos, em Governador Valadares (MG)

●Diversificação Produtiva Agroecológica, em Colatina (ES)

●SAF da Vânia e Scarlat, em Periquito (MG)

●Sistema Agroflorestal em Agroecologia (SAFA), do Serviço de Tecnologia Alternativa (SERTA), em Glória do Goitá (PE)

●Sítio Semente, de Brasília (DF)

Mais informações sobre a reparação executada até aqui podem ser acessadas em: https://www.fundacaorenova.org/cincoanos/  

Sobre a Fundação Renova

A Fundação Renova é uma entidade de direito privado, sem fins lucrativos, constituída com o exclusivo propósito de gerir e executar os programas e ações de reparação e compensação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. 

A Fundação foi estabelecida por meio de um Termo de Transação e de Ajustamento de Conduta (TTAC), assinado entre Samarco, suas acionistas Vale e BHP, os governos federal e dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo, além de uma série de autarquias, fundações e institutos (como Ibama, Instituto Chico Mendes, Agência Nacional de Águas, Instituto Estadual de Florestas, Funai, Secretarias de Meio Ambiente, dentre outros), em março de 2016.

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