
Oficialmente ainda não há a identificação, mas através de testemunhas e de um meio-irmão de uma das vítimas, chegou-se aos nomes de Walker Pereira e Leonardo Junior Matos Araújo, o Júnior, como sendo os corpos carbonizados encontrados em meio aos destroços de uma barraca completamente incendiada no Assentamento Edigio Brunetto, na localidade de Palhal, interior de Linhares. A ocorrência foi atendida na manhã deste domingo (4).
O irmão por parte de mãe de uma das vítimas, o Júnior, reconheceu a moto que pertencia a vítima, uma moto Honda CG 125 Fan, cor azul. Segundo a polícia, a moto não tem restrições, apenas documentos vencidos.
E na barraca de madeira e lona, totalmente consumida pelo fogo, foi encontrada em meio aos destroços uma coronha de arma queimada e com cano longo duplo com um cartucho no cano e dois cartuchos calibre 12 no chão.
Duas viaturas da Polícia Militar foram ao local, e ainda havia fumaça saindo das madeiras quando as guarnições chegaram.
O que disseram os moradores: Uma pessoa que faz parte do assentamento afirmou que quem residia na barraca queimada era um indivíduo conhecido como Júnior e que morava ali há aproximadamente dois anos. Júnior era alto, forte, moreno claro, cabelos lisos, olhos castanhos e aparentava ter 26 anos.
A mesma fisionomia foi citada por outros populares, sem falar em uma pessoa que chegou ao local e informou ter grau de parentesco com as vitimas, e citou o nome e sobrenome de Walker e o nome “Júnior”.
Walker Pereira foi descrito como alto, forte, cabelos crespos, cor clara e possuía uma tatuagem na perna que possivelmente era a figura e de palhaço, mas ninguém soube especificar qual perna.
Depois chegou a pessoa que disse ser meio-irmão de Júnior por parte de mãe, e reconheceu a moto dele, já descrita acima. A guarnição confirmou que Júnior, conforme informações no local, morava ali há mais tempo, enquanto Walker passou a ficar no local há uma semana.
Ameaça – Populares disseram que quem morava na barraca incendiada tinha envolvimento com drogas e também consta que no dia anterior as pessoas descritas fisicamente como sendo as carbonizadas, foram denunciadas por populares de estarem transitando no local portando arma longa aparentando ser calibre 12.
Como os corpos foram recolhidos completamente carbonizados, somente exame específico realizado em Vitória é que podem apontar a existência de marcas de tiros. Contudo, a perícia não encontrou indícios que possam caracterizar que trata-se de incêndio criminoso.
Atualizada às 11h14 de 06/10/2020 - Uma leitora que disse que é irmã de Walk Pereira, entrou em contato com a nossa Redação e disse que a família está sem contato com ele desde domingo, mas que se realmente uma das vítimas for ele, a fisionomia é diferente da citada no local, onde nenhum parente do rapaz esteve. “Ele tinha estatura mediana, a tatuagem da carpa era do lado exterior da perna direita, e ele tinha 29 anos, morava em Aracruz, trabalhava na empresa da cidade. Iremos realizar o exame essa semana”, disse ela.
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