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Saúde Reforço

Covid-19: Estados recebem mais de 7,9 mil ventiladores pulmonares

Equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal.

18/07/2020 08h20
Por: Redação
Covid-19: Estados recebem mais de 7,9 mil ventiladores pulmonares

O Brasil conta agora com o reforço de 7.994 ventiladores pulmonares entregues pelo Governo do Federal, por meio do Ministério da Saúde, para auxílio no atendimento aos pacientes com Covid-19. Os equipamentos foram entregues em todos os estados e no Distrito Federal. A compra e distribuição dos ventiladores pulmonares é parte do apoio estratégico do Governo do Brasil no atendimento aos estados.

Os ventiladores pulmonares foram distribuídos da seguinte forma: Acre (150), Alagoas (185), Amapá (125), Amazonas (222), Bahia (415), Ceará (268), Distrito Federal (250), Espírito Santo (155), Goiás (413), Maranhão (241), Mato Grosso (216), Mato Grosso do Sul (155), Minas Gerais (551), Pará (409), Paraíba (285), Paraná (534), Pernambuco (195), Piauí (105), Rio de Janeiro (950), Rio Grande do Norte (274), Rio Grande do Sul (400), Rondônia (216), Roraima (160), Santa Catarina (98), São Paulo (787), Sergipe (120) e Tocantins (115).

A distribuição dos ventiladores pulmonares para os municípios e unidades de saúde é de responsabilidade de cada estado, conforme planejamento local. A pasta auxiliou ainda a assistência hospitalar militar, entregando 70 equipamentos ao Ministério da Defesa para o reforço das unidades de saúde das Forças Armadas.

"O trabalho continua focado em preservar e salvar vidas, e é nesse sentido que está todo o esforço. Estamos fazendo o possível para atender as necessidades dos estados e municípios”, disse o secretário-executivo, Elcio Franco.

As entregas levam em conta a capacidade instalada da rede de assistência em saúde pública, principalmente nos locais onde a transmissão está se dando em maior velocidade. A aquisição destes equipamentos é de responsabilidade dos estados e municípios. Mas, diante do cenário de emergência em saúde pública por conta da pandemia do coronavírus, o Ministério da Saúde utilizou o seu poder de compra em apoio irrestrito aos gestores locais do SUS.

O Ministério da Saúde assinou, até o momento, cinco contratos com empresas brasileiras para a produção de 16.252 ventiladores pulmonares, sendo: 6.500 com a Magnamed, no valor de R$ 322,5 milhões; 4.300 com a Intermed, no valor de R$ 258 milhões; 3.300 com a KTK, no valor de R$ 78 milhões; 1.202 com a empresa Leistung, no valor de R$ 72 milhões; e 950 com a WEG, no valor de R$ 57 milhões. O esforço brasileiro na aquisição destes itens envolve mais de 15 instituições entre fabricantes processadores, instituições financeiras e empresas de alta tecnologia, entre outras. A distribuição dos equipamentos tem ocorrido conforme a capacidade de produção da indústria nacional, que depende de algumas peças que são importadas.

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e os ministérios da Economia e Ciência e Tecnologia, além da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), realizou um mapeamento do parque industrial nacional, quando foram identificadas as capacidades de cada setor para o fornecimento de ventiladores pulmonares. Nesse mapeamento, encontrou-se empresas que tinham escala pequena de produção, mas que tinham expertise e outras que poderiam contribuir para expandir as entregas em um menor espaço de tempo possível.

O projeto ainda envolve o Ministério das Relações Exteriores, para priorização de recebimento de peças, o Ministério da Justiça, para escoltas e segurança da distribuição de equipamentos e insumos, e o Ministério da Defesa, que fornece armazéns nas capitais para estoque de materiais e a logística de distribuição para o país, por meio da Força Aérea Brasileira (FAB), quando necessário.

No início da pandemia, o Brasil contava com 65.411 ventiladores pulmonares, sendo que 46.663 estavam disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). Além da aquisição de ventiladores pulmonares, o Ministério da Saúde já habilitou mais de 9 mil leitos de UTI em todo o Brasil para atendimento exclusivo a pacientes com Covid-19.

Por Silvia Pacheco, da Agência Saúde.

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