
Servidores públicos municipais saíram pelas ruas do Centro de Linhares na manhã desta segunda-feira (5), após concentração na Praça Nestor Gomes, também conhecida como Pracinha dos Correios.
Eles iniciaram a greve anunciada na semana do feriado do dia do trabalhador, após decisão em assembleia na sede do SISPML (Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Linhares), bairro Três Barras.
Abaixo, confira o que a Prefeitura diz através da Secretaria Municipal de Administração:
“A Prefeitura de Linhares lamenta que o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais tenha interrompido o diálogo e decidido entrar em greve a partir desta segunda-feira, dia 05. O município esclarece que foram realizadas várias reuniões com a categoria, sempre buscando um acordo e tentando, dentro da legalidade, atender às reivindicações do movimento.
É importante ressaltar que o município precisa respeitar limites constitucionais e ficar dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, e que o reajuste salarial de 30%, mais tíquete alimentação de R$ 500,00 solicitado pela categoria comprometerá o equilíbrio financeiro, ferindo a legislação.
A Prefeitura apresentou uma proposta de reajuste salarial de 4,5% e de 6,67% no tíquete alimentação, além de abono salarial de R$ 730,00 para os aposentados, pago em parcela única, bem como a garantia da implantação de um novo plano de cargos e salários, que não é revisto desde 1992.
As propostas apresentadas pela Prefeitura foram construídas mediante uma análise responsável que não compromete o orçamento do município. A administração busca incansavelmente implantar políticas de valorização do servidor e considera que em 2013 e 2014 houve avanços para a categoria. Dentre eles o aumento de 50% no tíquete alimentação e 6.19% de reajuste salarial. Vale lembrar ainda que de 2009 a 2012, a média de reajuste foi de 4.925%, sendo que em 2013 e com o proposto para 2014 já atingimos uma média de 5.34%.
A Prefeitura trabalhará para manter o funcionamento da prestação dos serviços essenciais, como Limpeza Pública, Saúde, Educação e Manutenção da Cidade, uma vez que os cidadãos não podem ser prejudicados pela greve.
A administração informa que o direito à greve é legítimo, mas nenhum servidor é obrigado a aderir ao movimento. Sendo assim, o município repudia qualquer tipo de coação e não concorda com a imposição de greve que o Sindicato está realizando no sentido de forçar o servidor que quer trabalhar a paralisar suas atividades.
O Governo municipal reafirma que continua aberto ao o diálogo”.
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