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Cabelos: Professora de Linhares fala sobre preconceito que viveu quando criança

E incluiu: Nem existiam produtos para eles, praticamente.

03/06/2020 18h36 Atualizada há 4 meses
Por: Redação
Cabelos: Professora de Linhares fala sobre preconceito que viveu quando criança

É emocionante saber de experiências assim, como as vividas pela leitora Erlaine Souza. E ela já começou a nos emocionar de cara, no primeiro contato: “Fiz um texto contando a minha experiência sobre o preconceito das pessoas por eu ter cabelos crespos na infância, como eu me sentia e a minha aceitação de ser quem eu sou. Falo de autoestima também, dos pais transmitirem para seus filhos hoje... Que sofrer preconceito não é legal. Você teria interesse de colocar na mídia o meu texto?”.

Assim que resolvemos um problema técnico, entramos em contato e respondemos com satisfação, sobre a oportunidade de publicarmos tão rica e singular história da vida real. Então, vamos lá:

“Chamo-me Erlaine Souza Santos, tenho 29 anos de idade, sou professora, residente do bairro Planalto em Linhares-ES, tenho uma página no instagram @erlaineescritora cujo objetivo é refletir sobre a vida e aumentar a autoestima das pessoas com frases motivacionais e vídeos, todos de autoria própria.

[CABELO DE PICO] Desde criança ouvia pessoas chamando meu cabelo de bombril, leão ou de jubão. Não é fácil para uma criança de 10 anos ouvir isso, não é mimimi, doi, machuca e nos sentimos a pessoa mais feia do mundo. É como se você não tivesse no padrão que a sociedade impõe, já me senti um peixe fora d'água.

Há mais de 20 anos nossos cabelos cacheados não eram reconhecidos como beleza, produtos para eles nem existiam praticamente.

Sim, eu já usei muitos cremes para cabelos lisos, afinal eu queria tirar o volume dele, admito que já quis alisar meus cachos, mas meu pai insistentemente não deixou, obrigada pai!

Hoje eu amo o meu cabelo cacheado e amo quando ele fica seco. Não foi fácil amá-lo, e não me vejo lisa, quanto mais volume melhor!

Não estou aqui para me vitimizar, mas para mostrar para você que sofrer qualquer tipo de preconceito não é legal, vamos ouvir nossas crianças/adolescentes e aumentar a autoestima delas, pois muitas sofrem silenciosamente, afinal todos nós temos uma beleza própria e incomparável.

Se aceitar é importante, mas se amar é a melhor condição de todas! A gente aprende a se amar ao longo da vida por tudo que somos. “

Texto exclusivo de Erlaine Souza Santos.

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