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Geral Que lindo!

João de Barro: Aves encantam família em sítio de Linhares

Aves convivem com os humanos em clima de total respeito.

01/06/2020 07h55
Por: Redação
João de Barro: Aves encantam família em sítio de Linhares

O leitor Geovânio está encantado com o que viu em um sítio, no interior de Linhares, o Sítio Vovó e Vovô, na localidade de Baixo Quartel: Um casal de João de Barro fez o ninho em uma árvore que fica pertinho da residência do casal Maria Simon Fiorio e Jair Fiorio. Luana Fiorio fotografou, e Geovânio enviou para a nossa Redação.

Ele disse que o registro “é para ajudar nessa época que o mundo enfrenta o coronavírus”, e alegrar o dia de quem ver as fotos. A árvore escolhida pelas aves fica apenas 4 metros distante da residência do sítio, e o ninho está ali há mais de um mês. “É lindo a união da família de João de Barro. Tem uns dois filhotes crescendo ali”, comentou o leitor.

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O Site Eu Vi em Linhares atendeu o pedido do leitor, e abaixo, você confere como é a vida dessa ave que inspira músicos, poetas, e que serve de exemplo para a humanidade:

O João-de-barro também é chamado de forneiro, e conhecido pelas características do ninho de barro, em forma de forno. A ave é símbolo da Argentina, onde é chamado de "Ave de la Pátria".

O casal se reveza na construção do ninho, uma estrutura em formato de forno, com 17 a 30 cm de diâmetro e uma altura de cerca de 20 cm, que pode pesar até 12 kg, embora a média seja de 5 kg. Divide-se em uma base ou plataforma, um vestíbulo estreito e uma câmara incubadora mais ampla, arredondada. A entrada tem em geral uma forma elíptica ou em crescente. Seu material é o barro, a palha e o esterco fresco. Todos os anos constroem um ninho novo, mas às vezes podem reformar um antigo.

Vive em áreas de vegetação esparsa ou em campos abertos. Passa grande parte do tempo no solo, destacando-se por seu andar pausado característico, que alterna com pequenas corridas.

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 Alimenta-se de insetos e larvas, aranhas e outros artrópodes. Pode ocasionalmente ingerir sementes. São monógamos e os casais permanecem unidos por longo tempo.

Em zona urbana, onde está perfeitamente adaptado, prefere postes elétricos, podendo construir também sobre edificações humanas. A ave passa quase todo o ano envolvida em construções, às vezes mais de uma ao mesmo tempo, o que pode ser explicado pelo grande índice de perdas de ninhos por invasões de outros animais, acidentes com destruição e intervenção humana, e pela disponibilidade de barro fresco, que depende do regime de chuvas.

A fêmea coloca de 3 a 4 ovos brancos, de casca frágil, que pesam de 4 a 7 g e medem de 27 a 29 mm de comprimento por cerca de 21 mm de diâmetro. A incubação, realizada pelo casal, só inicia consistentemente após a postura do terceiro ovo, levando de 14 a 18 dias. À noite, porém, parece que a incubação fica a cargo da fêmea. A taxa de natalidade é muito variável conforme a região. Os filhotes pouco depois de nascerem já apresentam comportamento defensivo.

Ambos os pais os alimentam. No início os adultos permanecem junto dos filhotes para aquecê-los, mas após oito dias de vida os pais vão passando mais tempo fora do ninho. Com 14 dias as crias já treinam seu canto, e aos 20 dias deixam o ninho, mas por poucos dias mais os pais ainda os alimentam. Se uma segunda postura se realiza na mesma temporada, os juvenis podem ajudar os pais a construir um novo ninho.

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