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Pesquisas da UFV indicam recuperação do solo da bacia do rio Doce

A Pesquisa liderada por uma professora e especialista em microbiologia do solo da UFV.

13/03/2020 09h49
Por: Redação Fonte: Ntureza
Pesquisas da UFV indicam recuperação do solo da bacia do rio Doce

A Universidade Federal de Viçosa (UFV), em parceria com a Fundação Renova, está desenvolvendo três pesquisas sobre os impactos no solo causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. Os estudos dos professores Maria Catarina Kasuya, Sebastião Venâncio e Carlos Schaefer mostram a eficácia de microrganismos para melhorar a qualidade das mudas de espécies nativas para restauro florestal, as técnicas mais eficazes para recuperar áreas atingidas pelo rejeito e apontam que não há restrição para plantio ou atividades agrícolas em propriedades recuperadas.

Pesquisa liderada pela professora e especialista em microbiologia do solo da UFV, Maria Catarina Kasuya, mostra os benefícios da revegetação emergencial para o enriquecimento do solo, provocando o aumento de microrganismos, como fungos e bactérias. Quando esses microrganismos benéficos são inoculados no substrato, eles contribuem para o crescimento e desenvolvimento das mudas. Além disso, auxiliam o estabelecimento e sobrevivência quando elas são transferidas para o campo, o que pode favorecer a restauração florestal da bacia do rio Doce.

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Logo quando aconteceu o desastre, muita gente falava que não teria como recuperar o meio ambiente. A recuperação é possível?

Sim, a recuperação é possível. Nossas pesquisas mostram que podemos acelerá-la, inclusive. Não sei se vamos conseguir as condições iniciais. A maioria das áreas que foram afetadas diretamente pela lama já apresentava degradação antes do rompimento. Mas a natureza é resiliente, e tem a possibilidade de voltar, ao máximo possível, do que era antes.

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O que já foi realizado no seu trabalho com a Fundação Renova?

Já foram realizados vários trabalhos. Um deles foi avaliação da diversidade fúngica pelo sequenciamento de nova geração, mostrando que o processo de revegetação tem aumentado essa diversidade. Também avaliamos a diversidade de organismos específicos, como os fungos micorrízicos arbusculares e outras bactérias benéficas, que foram utilizados para produção de 22 mil mudas de arbóreas nativas.

Também foi realizada a capacitação de produtores rurais, com oferta de subsídios e assistência técnica a eles. Quatro viveiristas familiares e produtores rurais atingidos receberam 5.500 mudas cada, além de terem viveiros estruturados em suas propriedades. As mudas produzidas serão plantadas em áreas atingidas, onde estão sendo executadas as ações de recuperação ambiental.

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Qual trecho será priorizado inicialmente?

Nós estamos desenvolvendo, principalmente, para o primeiro trecho, o Alto do Rio Doce, que foi afetado diretamente pela lama. Mas nada impede a utilização dessas mudas para qualquer área.

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