
O Site Eu Vi em Linhares recebeu vídeos, fotos e relatos de estudantes que dependem do transporte escolar, e que estão há mais de três semanas, conforme informou, uma das alunas, sem ter como chegar a escola, na sede de Linhares. Francielle Borges de Jesus , disse que estuda na Escola Bartouvino Costa. “Boa noite. Sou uma aluna moradora do Degredo, e estou enviando essas fotos porque gostaria que publicasse o descaso com os alunos daqui. Essa é a situação da estrada que dá acesso ao Degredo. Nós estamos há mais de três semanas sem aula porque os ônibus não passam por conta da condição da estrada”.
A aluna prosseguiu: “Algumas fotos são de hoje e outras da semana passada. Sou do turno da noite e daqui da vila até chegar em Linhares, na escola, é mais ou menos 45 quilômetros”.
“Os ônibus não passam quando chove. Perdemos vários trabalhos, matérias que a escola não repõe. Queria pedir que publique isso pra ver se alguém nos responda. Tivemos que entrar até na justiça para termos direito ao transporte escolar, e quando conseguimos, aparece esse problema, e os responsáveis que deveriam resolver, nos ignoram quando procuramos uma resposta pra esse descaso com a comunidade”, completou a estudante.
Perguntamos quantos estudantes são prejudicados, e ela citou: “Do turno do meio-dia que sai 11 horas daqui e volta às 18 horas, são 21 alunos; e o turno noturno que sai às 17 horas e chega aqui as 23h40, são 23 alunos”.
Entre os que nos procuraram em busca de solução do problema, também está Ivaneia Borges, mãe de três estudantes que dependem do transporte escolar. “Dois vão no ônibus das 11 horas e estudam na escola Estadual (Emir Macedo Gomes. E outro estuda no Bartouvino Costa”, disse ela.
“Eu também sou usuária do ônibus escolar das 17h15 horas. Tenho 33 anos e não tive a chance de terminar os estudos antes, e agora faço supletivo no Ejaa, pois pretendo terminar os meus estudos. E entendo que nunca é tarde para recomeçar e terminar os estudos. Mas, como, sem o transporte escolar?”, perguntou.
Com a palavra, nossos representantes: E abaixo, o triste relato da estudante, e as imagens de onde o ônibus não passa:
Mín. 19° Máx. 28°