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Projeto de estudantes de Linhares no maior torneio de robótica do país

Vale a sua torcida! Professora fala sobre desempenho do grupo.

04/03/2020 08h45
Por: Redação
Projeto de estudantes de Linhares no maior torneio de robótica do país

Alunos do SESI Linhares (ES) uniram as tecnologias de semáforos inteligentes e de pisos ecológicos para trazer acessibilidade às ruas da cidade. Isso porque o projeto é capaz de identificar carros, motos e pedestres, incluindo pessoas com mobilidade reduzida, e ampliar o tempo de travessia por meio dos sinais de trânsito. Esse mecanismo funciona a partir da energia gerada por movimento sobre uma superfície especial, conhecida como eco piso. A ideia rendeu aos estudantes uma vaga na etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League, que será disputado em São Paulo, a partir de sexta-feira (6).

O projeto surgiu depois que os jovens perceberam que o trânsito da cidade tem aumentado nos últimos anos e que a travessia dos pedestres ainda não era totalmente segura. Para tentar resolver o problema, Arthur Petronetto Loureiro, 15 anos, um dos integrantes da equipe, conta que os semáforos autônomos identificam a aproximação de pessoas ou objetos com 200 metros de distância e fecham em tempos variados, de acordo com a necessidade do pedestre, por exemplo. “Desenvolvemos esse projeto porque não vai beneficiar apenas motoristas e pedestres, mas também deficientes. Fomos na associação [de deficientes] e disseram se sentir excluídos. Esse foi mais um ponto para a gente melhorar a vida de todos no trânsito”, afirmou.

Após conquistar o segundo lugar geral na seletiva regional da FLL, Arthur e os colegas da equipe “The Kings” têm trabalhado para que o projeto esteja encorpado e preparam um protótipo para apresentar durante a competição na capital paulista. “Estamos ansiosos para a [etapa] nacional, fazendo o possível para mandar muito bem lá. Vamos levar basicamente aquilo que mostramos na regional, um pouquinho aprimorado, mas nossa ideia-base continua a mesma. A ansiedade é mínima, vamos mandar muito bem lá, se Deus quiser”, projeta Loureiro.

Valores e habilidades
Nos torneios de robótica FLL, os competidores são avaliados em quatro categorias: Projeto de Pesquisa, Desafio do Robô, Design do Robô e Core Values. Os grupos utilizam um aplicativo disponibilizado pela LEGO, com uma linguagem em blocos. A construção do robô é a grande atração dos torneios, mas não é a única prova. Além de mostrar conhecimento técnico, domínio da tecnologia, os estudantes precisam mostrar trabalho em equipe e compartilhar conhecimentos e habilidades.

Para a professora de empreendedorismo e robótica e técnica da equipe, Rose Silva Pinheiro, o grupo encontrou dificuldade no início para identificar qual seria o projeto mais viável. Para chegar ao projeto final, Rose aponta a determinação dos alunos como fundamental alcançar a sonhada vaga na disputa nacional da FLL. “Acredito que [o diferencial] foi eles acreditarem no projeto, que era algo que valia a pena investir. A apresentação foi algo que fez a diferença, havia verdade e propriedade no que estavam falando, realmente pesquisaram e correram atrás”, relata a educadora.

Essa experiência, para Rose, serve também para amadurecer os jovens e deixá-los mais preparados para a vida adulta. “A gente está a todo momento estimulando, ajudando, criando oportunidades para que os alunos cresçam. Vê-los crescer, desenvolver diferentes habilidades, é algo que realmente motiva, faz a diferença”, garante ela.

A etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League reunirá 100 equipes de todo o Brasil, formadas por estudantes de 9 a 16 anos. A ideia é promover disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, além da sala de aula. Este ano, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.

O diretor de Operações do Departamento Nacional do SESI, Paulo Mol, ressalta que a elaboração dos projetos estimula a autonomia e o trabalho em equipe e contribui para a formação profissional dos alunos. “A questão do empreendedorismo é a base de todo o processo. Nesse torneio, uma das avaliações que é extremamente importante é a capacidade de empreender, de buscar coisas novas, de fazer com que o produto seja desenvolvido”, atesta. (Por Poliana Fontenele).

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