
Uma iniciativa para chamar a atenção sobre a importância do diagnóstico precoce para a cura de uma doença que é infecciosa e que pode gerar incapacidades físicas permanentes, principalmente em mãos, pés e olhos: A hanseníase.
Desse modo, Linhares contará com uma programação voltada para o “Janeiro Roxo”, mês que as atenções são voltadas para a hanseníase. Na Unidade de Saúde do bairro Jardim Laguna, por exemplo, a ação contra a hanseníase será das 7h30 às 11h na próxima segunda-feira (27), e o atendimento gratuito da programação conta com serviço de spa das mãos, palestra e serviços de estética oferecidos pelo SENAC, além de atendimento e orientação médica.
Na divulgação sobre a programação, consta que no período acima, haverá, entre outras ações, limpeza de pele e massagem de graça, sem falar na palestra com o tema “Os impactos psicológicos no diagnóstico da hanseníase”, com a profissional Grace Keli. A Unidade de Saúde do Jardim Laguna fica na Rua dos Jasmins, 396 .
Mais sobre a hanseníase
Antigamente, a hanseníase era chamada de lepra. A doença infecciosa crônica é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, caracterizada pelo comprometimento dos nervos periféricos, com perda/alteração de sensibilidade cutânea térmica, dolorosa e/ou tátil e de força muscular, o que pode gerar incapacidades físicas permanentes, principalmente em mãos, pés e olhos.
O Brasil possui a maior incidência de hanseníase no mundo e no total de casos é superado apenas pela Índia (MS, 2017, sendo o Paraná um dos estados com menor número de casos no país. A melhor estratégia para combater a hanseníase é a busca ativa de casos, principalmente entre as pessoas que convivem com o doente, pois a detecção precoce previne as incapacidades. Todo cidadão também pode contribuir, buscando o serviço de saúde assim que perceba algum sinal suspeito.
O diagnóstico precoce continua sendo o elemento individual mais importante na cura da doença, prevenção de deficiências e redução da transmissão e baseia-se em sinais e sintomas clínicos e histórico epidemiológico. A baciloscopia do raspado intradérmico, exame auxiliar no diagnóstico, pode ser positiva ou negativa dependendo da classificação operacional (multibacilar/paucibacilar). O resultado negativo não afasta o diagnóstico de hanseníase.
Sintomas
Manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas;
Área de pele seca e com falta de suor, com queda de pelos, especialmente nas sobrancelhas; sensação de formigamento;
Dor e sensação de choque, fisgadas e agulhadas ao longo dos nervos dos braços e das pernas, inchaço de mãos e pés; diminuição da força dos músculos das mãos, pés e face devido à inflamação de nervos, que nesses casos podem estar engrossados e doloridos;
Úlceras de pernas e pés; caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos; febre, edemas e dor nas juntas; entupimento, sangramento, ferida e ressecamento do nariz; ressecamento nos olhos.
Alguns casos não apresentam lesões de pele, apenas comprometimento de nervos periféricos, ocasionando assim alterações de sensibilidade e força muscular, além de dores na região dos respectivos nervos.
Tratamento
Os medicamentos para a hanseníase são chamados de Poliquimioterapia - PQT, que é distribuída gratuitamente nas unidades de saúde. Esses medicamentos curam a doença, interrompem a transmissão e previnem as incapacidades físicas. Os esquemas terapêuticos variam de acordo com a classificação operacional do doente, podendo ser Paucibacilar (6 cartelas) ou Multibacilar (12 cartelas) e a dosagem dos medicamentos é escolhida de acordo com a idade e peso do paciente. No caso de intolerância a qualquer uma das drogas, é possível fazer a substituição por outros medicamentos.
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