Quarta, 23 de Setembro de 2020
27 99808-4347
Colunistas Prosas da vida

O ato que pode destruir suas oportunidades de trabalho

Uma atitude fatal tem tudo a ver com o seu telefone.

22/01/2020 10h27
Por: Redação
O ato que pode destruir suas oportunidades de trabalho

Antes de entrar no assunto da nossa prosa de hoje, quero ressaltar o carinho das pessoas que me mandam mensagens, agradecendo pelas histórias escritas na coluna “prosas da vida”. É muito bom saber que de alguma forma, estas histórias tem ajudado na reflexão sobre a vida e contribuído para fortalecer os laços familiares entre muitas pessoas.

Quero contar para vocês que em uma destas mensagens de agradecimento que recebi, veio também uma sugestão de pauta para a coluna “Prosas da vida”, e fica a dica para vocês, podem me enviar sugestões de assuntos ou perguntas, que dentro da possibilidade, escreverei e retornarei a resposta sem identificar o participante que perguntou ou sugestionou.

Então, como eu dizia, alguém que acompanha as prosas e conhece outros trabalhos que realizo, me disse: ”Adriana, escreve também sobre a área de desenvolvimento profissional, dá umas dicas para a galera sobre entrevista de emprego, comportamento, ética no trabalho, como montar um currículo, se comportar em entrevista e etc”. Escreve lá sobre estes assuntos que você costuma falar nas palestras para jovens que estão entrando no mercado de trabalho’.

Fiquei pensando sobre esta sugestão e conclui: Por quê não?  Em 2019, eu realizei, entre outros trabalhos, diversas oficinas sobre “entrevista de emprego e ética no espaço de trabalho” para  adolescentes e jovens de várias escolas de ensino médio no município de Linhares. Foram quase 300 jovens participantes. Além de experiência, minha formação em psicologia, foi na área organizacional, o que me possibilitou conhecer e trabalhar também com gestão de talentos, recrutamento, seleção, treinamento e desenvolvimento de pessoas, entre outras frentes de trabalho neste ramo da psicologia nas organizações. Por quê não? E foi assim que decidi que sim. Vou escrever sobre estes assuntos também.

Portanto, algumas prosas daqui para frente, trarão dicas, que acredito eu, contribuirão para seu crescimento pessoal e profissional no mundo do trabalho. Muitas destas dicas, serão baseadas em relatos de minhas experiências como psicóloga organizacional, espero contribuir para a vida e o crescimento profissional de muitos de vocês. Vamos à história e à dica de hoje:

Dia desses estava fazendo uma seleção de pessoal para uma empresa e separei vários currículos. Eu mesma faço questão de ligar para cada um dos candidatos, pois esta é uma etapa que faz parte do processo de seleção que realizo, ou seja, você pode ser desclassificado para uma vaga de emprego, dependendo do comportamento que emitir ao atender a chamada telefônica no seu celular, vou dar um exemplo. Segue a prosa de uma ligação telefônica que fiz para um candidato que foi desclassificado:

- Olá, bom dia!,

- Bom dia!

- Neste número eu falo com sr. José? (nome fictício)

A pessoa do outro lado responde com voz firme e autoritária, expressando impaciência:

- Depende. Quem quer falar com ele?

(Como eu disse que a entrevista já começa com o telefonema que faço, resolvo só me apresentar pelo primeiro nome e de forma educada para “observar” a capacidade empática e tolerante do candidato do outro lado da linha ao falar com alguém desconhecido.)

- Então, meu nome é Adriana e eu preciso muito falar com o senhor José, por acaso, é o senhor?

Nesta hora, o candidato do outro lado, já bem irritado, responde:

- Não tenho nada para conversar com a senhora. Não conheço nenhuma “Adriana”. E desligou o telefone.

Fiquei assustada com tamanha arrogância. Olhei para aquele currículo, cheio de experiências e cursos. Que pena, mas eu não poderia arriscar encaminhar ao empregador, alguém com traços tão acentuados de irritabilidade, impaciência, falta de educação e antipatia, ainda mais para trabalhar com vendas, atendendo pessoas desconhecidas o tempo todo.

Entendi na hora, que o senhor José, mesmo com um currículo muito bom, não estava preparado naquele momento para assumir aquela oportunidade. Não retornei a ligação mas guardei o currículo dele. Como eu disse, é um excelente currículo, mas a pessoa do senhor José, ainda precisa desenvolver habilidades e competências socioemocionais, para gerenciar suas emoções. Eu acredito que um dia ele conseguirá, afinal, este é o meu trabalho: Acreditar e contribuir para o crescimento e desenvolvimento do ser humano. 

Quantos profissionais “Josés” vocês conhecem, que já estão no mercado de trabalho, mas que ainda precisam desenvolver inteligência emocional e aprender a lidar melhor com as pessoas à sua volta? Só para pensarmos.

Voltando aos exemplos: outras pessoas, perderam a oportunidade de participarem de uma entrevista de emprego por desligarem o telefone  sem esperar eu falar o motivo da ligação:

- Boa tarde!  Neste número eu falo com Tatiana (nome fictício).

Uma voz com tom estridente e desafiador, do outro lado responde:

- Quem é que ‘tá’ falando?

- Olá. Eu me chamo Adriana, este número é da Tatiana?

Tum, tum, tum,,,(desliga o telefone).

Perdi outro ótimo currículo, mas o comportamento da candidata me deixou algumas dúvidas, mesmo assim, tentei mais duas vezes, porém só deu caixa postal.

Tenho muitas histórias deste gênero, nas próximas prosas, talvez volte a falar sobre, devido à importância deste assunto.

Quero encerrar a prosa de hoje somente com uma dica, mas não é qualquer dica é uma dica muuuuuuuito importante que poderá fazer a diferença na sua carreira profissional:

Você, desempregado, que tem saído por aí em deixando seu currículo nas empresas e está aguardando uma oportunidade de trabalho, POR FAVOR, desenvolva o hábito de atender educadamente todas as ligações telefônicas que fizerem para você, mesmo que seja 011 São Paulo, ATENDA EDUCADAMENTE. Tenha por certo que cedo ou tarde, alguém vai pegar seu currículo e te ligar, convidando para uma entrevista de emprego, então seja gentil, educado, pois a pessoa do outro lado da linha, pode representar a oportunidade que você está esperando há muito tempo e lembre-se, “Antes de ser um ótimo profissional, seja pelo menos, um bom ser humano”. Gentileza nunca é demais.

Um abraço. Até a próxima ligação!

Adriana de Azevedo – Psicóloga clínica a organizacional, Educadora parental, Psicopedagoga, Analista em recrutamento e seleção, Palestrante,

Contato: 27 99812 2283 email: [email protected]

5 comentários
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias