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Procuro alguém que me faça feliz. Como assim?

É verdade esta história de que alguém, um dia poderá me fazer feliz?

20/12/2019 09h18
Por: Redação
Procuro alguém que me faça feliz. Como assim?

Hoje a prosa vai falar de relacionamento e felicidade. Mas para inicio de conversa, vamos falar da felicidade de forma geral. Existem conceitos que defendem que a felicidade se concretiza nas conquistas de bens materiais, conquista pessoal ou na ausência de estímulos aversivos na vida, como doenças, problemas financeiros e etc. Para algumas pessoas, nisto se resume a felicidade: dinheiro no bolso, conquistas pessoais, saúde e um “amor verdadeiro” que lhes faça feliz.

Mas como o foco de hoje é falar de felicidade e relacionamento, faço a pergunta: será verdade esta história de que alguém, um dia poderá me fazer feliz? Nos atendimentos que faço na clínica, já ouvi casais falando que não são mais felizes em companhia um do outro e também já ouvi solteiros dizendo que um dia encontrarão alguém que os farão felizes de fato.

Será verdade este “bilete”? Será mesmo que um dia encontrarei alguém com a mega, ultra, Power capacidade de me fazer adentrar o mundo das ‘pessoas felizes’ e ali permanecerei para todo o sempre?  Nossa, me deu até vontade de reler os contos de fadas dos livros de minha filha. Aliás, já repararam que é assim que termina a maioria das estórias infantis? Num relacionamento de um príncipe e uma princesa, que se encontram e a partir disso, “vivem felizes para sempre”. Que ilusão!

Mas hoje eu gostaria de te dar duas noticias: uma boa e uma ruim. Qual você quer primeiro? Hehe! Vou escrever as duas noticias e você, que estiver lendo, decide qual delas você gostaria de classificar como sendo a noticia ‘boa e a noticia ruim’. Tudo bem? Vou deixar esta decisão nas mãos de vocês.

A Primeira noticia é que ninguém pode te fazer infeliz (a não ser que você permita).   

Não culpe o outro de sua infelicidade e fracasso. Não admita que outra pessoa tenha o poder ou a influência sobre sua existência, saúde, bem estar e felicidade. Se assim permitir, você estará refém do desejo egoísta de alguém que tem nas mãos o poder de te ‘controlar’ e manipular. A sua felicidade não pode depender de outra pessoa, assim como a sua infelicidade também não.

A outra notícia é que ninguém pode te fazer feliz.

A responsabilidade de ser e estar feliz é sua. Não terceirize isso ninguém. Pare de eleger o outro como fonte de sua felicidade, tire esta obrigação de seu parceiro ou parceira e assuma você, esta responsabilidade. Ninguém é obrigado a nada, muito menos de te fazer feliz, pare de criar expectativas de que um dia, quando ‘encontrar o ‘amor de sua vida’, você será plenamente feliz’. Mentira. Esta idéia é romantizada pela novela, livros e contos de fada. Na vida real as coisas precisam ser diferentes. Isto é maturidade.

‘Ahhh, dona psicóloga, eu sou tão feliz ao lado de fulano, ele me completa’... Claro que é bom estar com saúde, num relacionamento que mostra amor e cuidado um com o outro, que busca objetivos em conjunto, que cuida da família, dos filhos, da sexualidade do casal, mas, e se você perder tudo isso? Onde estará sua felicidade?

Felicidade é mola mestra da vida, é o que mais anseiam os seres humanos. Freud já dizia que todo indivíduo é movido pela busca da felicidade, mas que a felicidade total é uma ilusão, assim como a fonte aonde as pessoas vão para buscá-la. Qual a fonte de sua felicidade? Seu cônjuge, namorado? Se for, não deveria ser.

Meu conselho final é: aproveita para viver todos os momentos felizes ao lado do seu amor, é maravilhoso, mas esta sensação é momentânea e vai passar, pois a fonte parcial da felicidade deverá emanar de algo mais pessoal, espiritual, singular e simples, com base no amor próprio, na autoestima, no reconhecimento das próprias competências e qualidades, deve ser um estado, uma condição de espírito que consegue contemplar a simplicidade da vida e sua beleza nos pequenos detalhes.

Felicidade não uma emoção fundamentada em um momento ou na ilusão da paixão por alguém. Como citei antes, ninguém deve ser a fonte de minha felicidade, pois na verdade, ninguém é obrigado a nada, muito menos a me fazer feliz.

 Viva la vida!

Adriana de Azevedo é Psicóloga, (CRP 3276/16), Psicopedagoga, Educadora de pais, Palestrante. Contato: 27 99812 2283 email: consultoria [email protected]

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