Beleza x turismo

Dr Fabrício turistou em cidade do ES, e delegacia é parte da cena

Um pedaço do coração ficou lá, disse ele.

11/12/2019 16h17Atualizado há 1 mês
Por: Redação

O delegado Fabrício Lucindo Lima, voltou a Linhares, mas um pedaço do coração de turista ficou em Santa Leopoldina. Leia abaixo e veja as fotos, que interessante:

Meus caros amigos leitores, estava há algum tempo longe, mas estou de volta. Desta vez, gostaria de falar um pouco para vocês sobre a pérola ainda pouco conhecida em nosso Estado, um paraíso natural e histórico, berço de quase toda a imigração no Estado do Espírito Santo. A maior Cidade Espiritossantense da segunda parte do século XIX, maior até do que a Capital Vitória. De tão importante que ganhou uma citação no Livro,  “O Canaã”, do Escritor Graça Aranha, lançado em 1903, “filha do sol e das águas”, de tão importante, recebeu a visita de nosso Imperador viajante, Dom Pedro II e sua comitiva. Estou falando, é claro, de Santa Leopoldina.

Minhas pesquisas revelaram que Santa Leopoldina começou a crescer por volta do ano 1856, com a chegada dos imigrantes ao nosso Estado. Pelo menos onze etnias formaram a população do Município, ou simplesmente desembarcaram por aqui, vindo da Capital Vitória, navegando em grandes canoas pelo Rio Santa Maria, sendo elas: Negros, Portugueses, Suíços, Austríacos, Luxemburgueses, Holandeses, Italianos, Alemães, Ingleses, Franceses, Tiroleses  e Pomeranos.

Curiosamente, descobrimos que por conta da dificuldade de comunicação ou até má intenção do Estado Brasileiro, muitos imigrantes, quando chegaram ao Estado do Espírito Santo, achavam que estavam desembarcando na Capital Rio de Janeiro. Daí as famílias recebiam algumas ferramentas e eram liberadas para subir as montanhas e encontrar algum lugar para derrubar a mata e colonizar, com toda certeza, muitos morreram de fome e de doenças.  

Vocês imaginem, no século XIX, que terrível babel que se tornou a “filha do sol e das águas”. Com o incremento da produção de café, Santa Leopoldina se tornou uma cidade muito rica, cheia de empresários e mercadores. Por aqui circularam os primeiros carros da província, foi instalada a primeira estação telefônica e inaugurada a primeira rodovia, a que liga Santa Leopoldina a Santa Teresa. O casario imponente da época foi até relativamente preservado, quem chega a primeira vez em Santa Leopoldina, fica como eu fiquei, “de queixo caído” com sua magnífica história. Bom é conversar e bater um papo com os moradores locais, tem cada história melhor do que a outra. 

As lindas  cachoeiras fazem fundo para as fotos em que o delegado sempre expõe em seus espaços na rede social

Além dessa riqueza histórica bastante resumida no texto, Santa Leopoldina a “filha do sol e das águas” é o maior paraíso capixaba de cachoeiras e corredeiras, eu pessoalmente já conheci algumas, entre elas eu sugiro ao meu amigo leitor, que conheça pelo menos três. 

Cachoeira do Moxafongo, a apenas um quilômetro do centro do município, aberta sábados domingos e feriados e você ainda conta com a simpatia e o carisma dos proprietários do local.

Cachoeira das Andorinhas, uma pouco mais distante do centro, mais ou menos 8 quilômetros, aberta todos os dias, estrutura muito boa e simples, não cobram entrada, a mais bonita na minha opinião.

Cachoeira do Palito, mais distante do centro, ideal para aqueles que preferem natureza mais exuberante e isolamento, alguns se arriscam em um rapel

Os casarões... e a delegacia de polícia, claro.

Se você é adepto de calmaria, de conhecer gente simpática e de bom papo, se você gosta das melhores cachoeiras do Estado, excelente local para as melhores fotografias e de muita história viva, com os mais suntuosos casarões do final do século XIX e início do século XX, não existe outro lugar, Santa Leopoldina, um paraíso ainda pouco conhecido da maioria do povo Espiritossantense, eu por exemplo, não conhecia,  e não esquecendo, o melhor carnaval de rua das montanhas, venham conferir...

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