Hora de dizer não

Garotinho coloca consultório médico de pernas pro ar, enquanto mãe ...

... bom, a mãe...Não desgruda do celular.

16/11/2019 09h29Atualizado há 3 meses
Por: Redação

Você sabe quando é o momento de dizer "não" para o seu filho (a)? Confira um fato real, e instruções importantes abaixo:

Dia desses, eu estava na recepção de um consultório médico, aguardando atendimento para meu bebê e tinha uma criança de aproximadamente uns 5 anos, que mexia em tudo à sua volta. Começou arrancando umas plantinhas que estavam num vaso, depois espalhou as revistas pelo chão, falava gritando, entrava e saia do espaço da recepcionista, que vez e outra, mostrando certa simpatia ‘forçada’, falava: “Não pode mexer, tá bom? Acredito que o desejo dela era falar: “Minino”, cadê sua mãe, pra tomar conta de você? Rum!    

A mãe, uma jovem mulher, estava sentada, com o celular na mão e não se mostrava muito atenta ao que o filho estava fazendo, às vezes, sem tirar os olhos do aparelho, falava meio brava: “fulaninhooo, senta aqui, senão você vai apanhar.”

Mas a criança não estava nem aí, continuava motivada por sua curiosidade, mexendo em todo e com todos. Tenho por certo, que as pessoas ali presentes, observavam o comportamento da criança, da mãe e tiravam suas conclusões, que acredito, não eram tão positivas. 

O que vamos refletir através desta prosa: Como você, pai, mãe ou responsável tem exercido sua função parental? Tem exercido com autoridade ou negligencia? Como você tem educado e disciplinado seu filho? Sua atitude em educar tem sido destrutiva ou positiva na vida da criança? São perguntas importantes que precisam ser respondidas.

Existem várias maneiras dos adultos exercerem sua função enquanto pais ou responsáveis, vou citar algumas, faça sua análise e busque descobrir se você se encaixa  ou se identifica com algumas destas maneiras:

Pais autoritários: Geralmente os pais e mães autoritários têm sua conduta influenciada pela história de vida marcada pela violência verbal, psicológica e física, vivenciadas na infância. Assim,  podem faltar a estes pais, habilidades para comunicar afeto e carinho, não sabendo transmitir o amor por meio do abraço, do colo, da escuta, das palavras e da aproximação. Geralmente disciplinam os filhos usando de estratégias ‘violentas’ (espancar, gritar, empurrar, humilhar e etc.) e justificam esta ação com frases do tipo: “sempre apanhei de pedaço de borracha e pau e nunca morri”, “pé de galinha não mata pinto”, e por aí vai.  São evidentes nestes pais, os traços de impaciência e intolerância aos erros cometidos pelos filhos. Em regra geral, os filhos crescem sob o julgo pesado de muitas regras e limites e com “pouca ou nenhuma expressão de amor e afeto”.

 

Pais permissivos e negligentesA conduta permissiva ou negligente, onde o filho “faz o que quer”, é influenciada pela incompetência de agir. Os pais com este perfil de função parental, não sabem o que fazer com o comportamento inadequado de uma criança e decidem por ceder aos caprichos dos filhos para evitar os gritos, as birras, os socos e etc,. Se colocam na condição de reféns dos próprios filhos, sempre cedendo aos seus desejos. Geralmente são pais que sabem que os filhos não aceitam um “Não” como resposta e se sentem ":envergonhados" por não conseguirem exercer sua autoridade enquanto pais.  São os filhos que sempre dão a última palavra e eles não sabem o que fazer mediante esta situação constrangedora.

Neste caso, é mais fácil então aos pais negligentes e permissivos, acreditarem que a birra é "fase", que o tapa que receberam na cara é "coisa de criança" e assim vão perdendo o controle da situação, os anos vão passando e nenhuma atitude é tomada para educar e orientar à criança sobre o que é certo e errado, sobre o que deve e não deve ser feito. Negligenciam a educação dos filhos, assim como a mãe da história acima e vão permitindo à criança, fazer o que bem entender. A criança cresce sem limites, sem disciplina, sem atenção e sem amor.

Pais cooperativos e positivos: Os pais que trabalham na lógica da conduta positiva e cooperativa entendem que cada birra, grito, arte ou outro comportamento inadequado que a criança faça, é uma oportunidade para educar, orientar e disciplinar a criança, ensinando a ela a maneira correta de agir. Entendem que devem conversar com paciência, tolerância, respeitando a idade mental, física e emocional da criança caso necessitem aplicar uma disciplina. Entendem que disciplina não é o mesmo que castigo e que “castigos” devem ser evitados.

Pais e mães cooperativos estão sempre em busca de melhorar o relacionamento com seus filhos, se preocupam com o que os filhos pensam, pedem opinião, recombinam regras, abraçam os filhos, tiram tempo de qualidade para estar com eles, choram juntos quando necessário, reconhecem seus erros, pedem desculpas e amam, acima de tudo, amam.

Será que existem pais cooperativos e positivos? Não sei, mas desde quando nos tornamos pais aqui em casa, temos nos empenhado neste propósito. Ainda estamos longe de um ideal, mas acreditamos ser este o caminho mais adequado para criarmos pessoas felizes e sem traumas. 

Adriana de Azevedo, Psicóloga, Coach de pais, Palestrante,

Contato: 27 99812 2283 – EMAIL: [email protected]

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