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Leitores preocupados: Após morte por meningite viral em Linhares surgem pedidos para evitar o HGL

Muitos leitores questionam se alguma ação foi adotada para evitar contágio.

05/10/2019 08h02Atualizado há 1 semana
Por: Redação
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“Informação importante: Evite o Hospital HGL por esses dias. Foi confirmado caso de meningite bacteriana (meningocóccica). É muito grave. Repasse para amigos e familiares. É muito grave, o caso foi confirmado”.

Os dizeres acima circulam em grupos de Whatsapp, e muitos leitores também questionaram a nossa Redação durante a noite, madrugada e nessa manhã de sábado (5). E, realmente, aconteceu um óbito no Hospital Geral de Linhares, recentemente, com causa confirmada em atestado: meningite viral.

O paciente foi Odimilson Nunes da Silva, que tinha 40 anos e permaneceu 22 dias internado no HGL. Ele morava em Linhares, e foi para o hospital sentindo forte dor de cabeça e febre alta.

A Meningite é uma doença grave. É uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central no cérebro. A causa mais comum é uma infecção por bactérias, fungos ou vírus (mais frequentemente). É contagiosa, principalmente a viral e a bacteriana, que são transmitidas de pessoa para pessoa através de gotículas de saliva ou secreção expelidas por indivíduos infectados ao falar, tossir, espirrar ou beijar.

Nós estamos aguardando resposta à demanda enviada para a Prefeitura de Linhares sobre ações voltadas para evitar que outras pessoas contraiam a doença. Abaixo, a resposta da Prefeitura veio através de um comunicado, e nele afirma que existe outro paciente com a doença no HGL:
"Comunicado à população linharense: No dia 04/10/19 foi admitido no Pronto Socorro do HGL um paciente com quadro clínico sugestivo de meningite. 

Em aproximadamente 6h foram implementadas medidas de barreira, iniciada investigação laboratorial (análises de sangue, coleta de liquor, culturas), tomografia, iniciado tratamento com antibióticos e conduzido o paciente para internação em Leito de Isolamento na UTI do HGL. Os resultados dos exames confirmaram o quadro de meningite bacteriana. 

Paralelamente, por meio de busca ativa o serviço de vigilância epidemiológica já identificou os contactes e forneceu a profilaxia antimicrobiana. A meningite bacteriana se dá pelo contato próximo dos pacientes infectados, por via aérea e contato com secreções contaminadas. Após 24h do início do antibiótico adequado, a doença deixa de ser transmissível. O paciente segue na Unidade de Terapia Intensiva, sem previsão de alta hospitalar. Esse caso de meningite bacteriana não tem relação nenhuma com o caso recente de meningite viral. 

Os médicos plantonistas do HGL e da rede privada do município já receberam o alerta do caso e foram orientados a aumentarem a suspeição clínica para eventuais novos casos".

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