
A gestante Érica Miranda Cabral, 31 anos, morreu na manhã deste sábado (5), no Hospital Rio Doce. Na última quinta-feira (3) a vítima esteve na mesma unidade hospitalar em busca de atendimento, mas foi dispensada. De acordo com o trabalhador rural Gilberlan de Jesus Silva, 31 anos, marido de Érica, na quinta-feira a orientação recebida da médica que atendeu a gestante foi retornar na terça-feira para que a criança nascesse. “Voltamos para casa e ontem (sexta-feira) a tarde ela começou a sentir dores. Esperei para ver se melhorava, mas hoje de manhã ela disse que não aguentava mais. Quando chegamos ao hospital a levaram direto para ter a criança, mas já era tarde. Perdi minha companheira e a minha quarta filha. Estou meio sem saber o que fazer. A ficha não caiu”, lamenta Gilberlan (confira na galeria ao lado fotos das crianças e do viúvo. Clique para ampliar).
O trabalhador rural é funcionário de uma Fazenda na localidade de Povoação e a família veio da Bahia para trabalhar em Linhares. Érica deixou um menina de nove anos, uma de sete e outra de um ano e nove meses de vida. Gilberlan disse que não pretende mudar de Linhares. “Vou criar as minhas filhas, e tentar tocar a vida. Vamos esperar pela justiça também”, declarou o trabalhador rural.
O Diretor do Hospital Rio Doce, José Zitenfeld Cardia, disse que ainda não havia conversado com a médica que atendeu Érica, e que o atestado de óbito da gestante só será fornecido pela Unidade após o resultado do exame de Serviço de Verificação de Óbito (SVO), realizado em Vitória, para onde os corpos de mãe e filha foram levados. Questionado sobre o fato de Érica ter sido dispensada na quinta-feira mesmo sangrando, conforme disse o viúvo, o diretor do Hospital Rio Doce repetiu que tudo será esclarecido após o resultado do SVO. “Todas as providências legais foram tomadas”, conclui Cardia.
.
Mín. 17° Máx. 30°