
Semana complicada na Escola Marília de Resende, que atende a comunidade do bairro Interlagos. As aulas acabaram sendo prejudicadas por causa de protestos dos alunos que não aceitam a saída da diretora Maria da Penha Caliman. Peinha, como é conhecida, pediu para sair após a exoneração de dois coordenadores.
“Isso só prejudica os alunos e revolta os pais. É mentira que todos estamos de acordo com essa palhaçada. Quem tem seus problemas políticos que resolva com os políticos, pois nossos filhos não têm culpa se fulano ou fulana perde ou ganha cargo. Se ela não quer ficar, arrumem outra e coloquem no lugar, ué. Se os alunos querem sair, que saiam porque tem muita gente querendo estudar aqui. Isso é pura politicagem e é injusto ficarem usando estudantes para fazer politicagem”, desabafa um pai de aluno que mora perto da escola e pediu para não ter o nome divulgado por medo se “sofrer perseguição”.
Ligações telefônicas
Na manhã desta sexta-feira a maioria dos alunos entrou nas salas de aula e estudou naturalmente, mas alguns insistiram em protestar. “Estamos telefonando para os pais deles (dos alunos) para que fiquem a par da situação. Explicamos que os filhos levarão falta, e estão perdendo matéria”, explicou uma servidora da secretaria da escola.
A Guarda Municipal foi chamada para dar apoio mediante alguma situação inesperada, mas a tendência é que a situação se normalize por completo nas próximas horas.
A assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal disse que a decisão de deixar o cargo partiu da própria Penha.
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