Segunda, 13 de Julho de 2020
27 99808-4347
Religião Pastor

Polêmica: Pastor faz casamento gay e é expulso de convenção

É um dos temas mais comentados no meio evangélico.

05/07/2019 10h23
Por: Redação
Polêmica: Pastor faz casamento gay e é expulso de convenção

Uma denominação que teve a sua primeira igreja fundada em 1874, nos Estados Unidos, precisou tomar uma decisão radical ao expulsar da sua convenção um pastor e a sua congregação, por defenderem a união homossexual.

A Igreja do Pacto Evangélico (ECC) votou e 77% das denominações filiadas decidiram expulsar o pastor Dan Collison, de Minneapoli, EUA, durante a sua convenção anual em Omaha, Nebraska (EUA).

O pastor e a sua congregação permanecerão juntos, mas oficialmente desfiliados da Convenção da Igreja do Pacto Evangélico, ou seja, sem o reconhecimento doutrinário das suas práticas.

O pastor Collison, no entanto, que defende o chamado “casamento homossexual”, seguiu discordando da decisão. “Tenho certeza do caminho que escolhemos. Sinto-me grato pelos pastores e igrejas que nos defenderam”, disse ele, frisando em seguida que sente “compaixão” pelas demais igrejas irmãs que votaram por sua expulsão da convenção.

A “inclusão”

A igreja do pastor Collison passou a adotar o mesmo discurso das chamadas “igrejas inclusivas”, às quais em busca de maior aceitação social e política, abandonam o ensino correto da Bíblia Sagrada sobre a natureza da sexualidade humana, a necessidade de arrependimento e transformação.

Em 2014 a igreja do pastor Collison, por exemplo, celebrou uma união homossexual entre duas mulheres. Além disso, o líder religioso também chegou a emitir uma declaração dizendo que sua denominação acolhia o público LGBT, mas não no sentido tradicional do termo, e sim no da aceitação do estilo de vida homossexual.

“A CEC está ciente da complexidade, sensibilidade e dor que as questões da sexualidade humana podem trazer”, disse Michelle Sanchez, ministra executiva da ECC, explicando que apesar da igreja do pastor Collison ter identidade própria, ela não poderia adotar uma doutrina incompatível com a defendida pela convenção, que no total possui 280 mil membros no país.

“Nós falamos do desejo de liberdade e responsabilidade como denominação. Essas duas coisas estavam entrando em tensão neste caso”, disse Sanchez, segundo informações da emissora CBN News.

7 comentários
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias