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Centenário de Caboclo Bernardo terá réplica da medalha dada ao herói. Confira detalhes

Bernardo José dos Santos, o Caboclo Bernardo, morreu no dia 3 de junho de 1914

28/03/2014 às 17h51
Por: Redação
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Centenário de Caboclo Bernardo terá réplica da medalha dada ao herói. Confira detalhes

A medalha de ouro recebida por Bernardo José dos Santos, o Caboclo Bernardo, por seu ato heróico na madrugada de 7 de setembro de 1887, quando ele salvou 128 dos mais de 140 tripulantes do navio Imperial Marinheiro que bateu ponta sul da barra do Rio Doce, foi resgatada através de uma réplica. O feito faz parte da grande comemoração do centenário da morte do heroi linharense, e a iniciativa é da Prefeitura de Linhares, por meio da Secretaria de Cultura.
A entrega da medalha humanitária de 1ª classe do Império Brasileiro foi um pedido da Marinha nacional. A condecoração aconteceu em 6 de outubro do mesmo ano. A medalha era de ouro maciço, medindo 2,5 centímetros de diâmetro e 3 de espessura, e veio gravada com a data 8 de setembro de 1887, fato curioso, já que deveria conter a data do ato heroico. A medalha, contudo, se perdeu na história.
Secretário fala sobre a réplica
"Percebemos a falta desse importante elo na história do nosso herói. Nem nos livros que falam sobre Caboclo Bernardo há imagens da medalha. Precisamos resgatar este símbolo ", afirma o secretário de cultura, Roberto Cordeiro.
Com a ajuda do Departamento de Patrimônio Histórico e Acervo da Marinha, a Prefeitura de Linhares está produzindo uma réplica da medalha de Caboclo Bernardo com base em uma da mesma época. Até mesmo o registro da data 8 de setembro será mantido.
A réplica será mantida como relíquia do município de Linhares e será apresentada durante a tradicional Festa de Caboclo Bernardo, que acontece sempre em junho, mês da morte do herói. "É importante valorizar um herói que salvou vidas. É uma maneira de manter as raízes linharenses vivas para as novas gerações. Isso, se lembrado sempre, irá cada vez mais fazer parte de nosso DNA histórico", conclui Roberto Cordeiro.
O naufrágio do Imperial Marinheiro
Na madrugada de 7 de setembro de 1887, uma noite de tempestade com mar revolto, o Cruzador Imperial Marinheiro, que se dirigia em comissão de sondagem a Abrolhos, chocou-se contra o pontal sul da barra do rio Doce, a cerca de 120 metros da praia do povoado de Regência, distrito da cidade de Linhares, no Espírito Santo.
Um escaler com doze tripulantes foi baixado para buscar socorro em terra; destes, apenas oito chegaram à praia.
A população de Regência mobilizou-se para tentar auxiliar a tripulação do cruzador que naufragava, mas pouco se podia fazer por causa do mar violento. Ao amanhecer do dia, Bernardo se dispôs a nadar até o navio levando um cabo de espia, por onde os tripulantes poderiam vir um a um, pendurados, até à praia. Bernardo lançou-se quatro vezes ao mar, sendo arremessado de volta a terra pelas ondas. Na quinta tentativa, obteve sucesso e o cabo foi amarrado ao navio.
Bernardo, ao lado de três marinheiros do navio de guerra, participou de todo o processo do resgate, acompanhando os náufragos até a praia num pequeno bote amarrado ao cabo. Graças aos esforços de todos, após cinco horas de luta, dos 142 tripulantes do "Imperial Marinheiro" salvaram-se 128. Não há registro se os corpos das 14 vítimas fatais foram ou não encontrados posteriormente.
No dia 20 de setembro de 1887, Bernardo recebeu uma homenagem pública em Vitória, capital da província. Em entrevista ao jornal "A Província do Espírito Santo", ele declarou "eu vi o navio perder-se e então prendi o cabo aos dentes e atirei-me ao mar para salvá-los". Em seguida, ele viajou para o Rio de Janeiro, onde em 29 de setembro foi recebido pela alta cúpula da Marinha de Guerra. Em 6 de outubro, numa audiência, a Princesa Isabel o condecora com uma medalha de ouro e lhe confere um diploma onde se lê:
Dizeres do diploma entregue pela Princesa Isabel
"Eu princesa Isabel Regente, em nome do Imperador o Sr. D. Pedro II: faço saber aos que esta carta virem, que atendendo a dedicação não comum pela humanidade que mostrou o remador da catraia da Barra do Rio Doce, que Bernardo José dos Santos, salvando com risco da própria vida às de muitos indivíduos, por ocasião do naufrágio do "Imperial Marinheiro", ocorrido na madrugada de 7 de setembro, próximo findo, a duas milhas ao sul daquela barra, e querendo dar-lhe uma demonstração de meu imperial agrado, por tão importante serviço: Hei por bem fazer-lhe mercê de medalha de 1a. classe designada pelo Art. 1 das instruções a que se refere o decreto No. 1579 de 14 de março de 1855. 66o. anos da Independência do Império. (Ass.) Princesa Imperial Regente - Barão de Cotegipe."
Esquecimento e morte
Bernardo voltou à Barra do Rio Doce e à sua vida rotineira de pescador. Participou ainda de outros resgates de navios, mas nenhum tão dramático quanto o do "Imperial Marinheiro"; com o passar do tempo, ele acabou caindo no esquecimento. A medalha da Regente, por muitos anos, esteve guardada na residência de um comerciante da região, Cléris Moreira. Seu paradeiro atual é ignorado e suspeita-se que tenha sido roubada por alguém que desconhecia seu valor histórico.
Em 3 de junho de 1914, ao voltar de uma pescaria, Bernardo sentou-se num banco no barraco onde vivia e aguardava que a esposa preparasse o almoço quando foi surpreendido pela entrada repentina de Lionel Fernandes de Almeida. Bêbado, o invasor deu-lhe um tiro de garrucha à queima roupa e fugiu. Bernardo tombou, já morto, aos 54 anos de idade.
Lionel Fernandes foi preso pouco depois e condenado a 17 anos de reclusão, tendo todavia, por razões desconhecidas, recebido indulto em 20 de maio de 1920. Anos depois, perguntado sobre o motivo do crime, teria respondido: "Cachaçada... questão de mulher". Baseado nesta declaração e em evidências indiretas, suspeita-se que a mulher de Lionel, cansada dos maus-tratos que sofria, buscou abrigo no barraco de Bernardo, o qual acabou por pagar com a vida este último gesto de generosidade.
Fonte: Wikipédia

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Adailton ALCPERHá 12 anos ---A Foz do Rio doce está em constante mudanças, de acordo com as enchentes e com a influencia do vento sul neste pontal. creio q ja esteje embaixo da terra ou seus restos foram para longe.
Bárbara... duvidaHá 12 anos ---Das 22 festas que participei a tributo a ele, o que eu não entendir por que ninguem ate Agora fez nenhum mergulho pra achar esse entao" Imperial Marinheiro" por que ate Agora não ouvir dizer na historia que o imperio tenha feito o resgate do mesmo, e se esse navio esta la ainda deve esta muito lindo cheio de corais e por qe não fazer o turismo de mergulho...alguem me explica?
Valeu!Há 12 anos ---Mas, para a maioria dos linharenses, maioria meeessmo, cultura é show de babaquiçe.
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