
Nosso correio eletrônico ([email protected]) e o espaço para denúncias têm recebido muitas reclamações relativas à água consumida em diversos bairros e localidades de Linhares. Os consumidores afirmam que a água, que deve ser insípida, inodora e incolor, está com gosto, cheiro e cor “estranhos”.
São reclamações detalhadas, apontando, sobretudo, cheiro de um produto de nome “Neocide”. Nas reclamações, os internautas questionam se existe risco à saúde de quem consome a água e muitos optaram por trocar a água da torneira pela mineral na hora de cozinhar.
Nós procuramos saber o que está acontecendo, e em virtude das reclamações realizadas a respeito da cor e do cheiro da água tratada pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Linhares (SAAE), a prefeitura explica que o fato é resultado de um fenômeno natural causado pela proliferação de algas após as enchentes que atingiram a cidade em dezembro do ano passado. Segundo o diretor do SAAE, Ademir Lima, episódios semelhantes ocorreram nas cheias de 2009, 2010 e 2011. Ademir tranqüiliza a população e avisa que o consumo de água, mesmo nesta condições, não representa nenhum risco para a população. “A presença de algas na água é normal, mas quando acontece uma enchente, seguida de um forte calor, as algas se proliferam em abundância. Os equipamentos do SAAE conseguem fazer a filtragem, mas devido à grande quantidade de algas, o cheiro e o sabor acabam passando para a água. Apesar disso, não há qualquer perigo à população, que pode continuar consumindo a água sem receio”, garantiu Ademir Lima.
Ainda de acordo com o diretor do SAAE, a única hipótese em que haveria risco para a população seria no caso das algas mortas iniciarem o processo de liberação de toxinas, o que ainda não foi registrado pelo órgão. “Fazemos análises de água diariamente, tanto em nosso laboratório quanto no laboratório de Vitória, e não há qualquer indício de presença de toxinas na água”, finalizou Ademir.
A solução para o problema do cheiro e cor alterada da água depende, unicamente do tempo, pois é preciso aguardar que o excesso de algas, provenientes da s lagoas, acabe naturalmente. Com base nos registros coletados entre 2009 e 2011, a previsão é que tudo já esteja normalizado dentro de mais 15 dias.
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