
Sooretama, Norte do Espírito Santo, e Maraisa Camargo, uma jovem de 27 anos, apaixonada por animais, faz a diferença. "Mudei para Sooretama e notei que a cidade tem muitos animais abandonados. Em abril de 2018 adotei a Bebete, uma cachorrinha de rua, abandonada, que apareceu em nossa loja e simplesmente ficou. Me apaixonei imediatamente", conta ela.
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E a Bebete virou o xodó em casa. "E meu amor pelos animais só aumentava. Diariamente tratamos e cuidamos dos animais de rua que surgem em nossa loja", detalha a leitora.
Cachorro atropelado e baleado 'pede' socorro
E quem fala por aí que os animais conhece quem os ama, está certíssimo! Em agosto de 2018, aconteceu um fato que chamou a atenção de Maraisa: "O Beto, outro cachorrinho de rua que cuidávamos, foi atropelado na BR-101, em frente à loja, em horário comercial, e quebrou a perna. Na hora o Beto levantou, na adrenalina do momento, e veio correndo em direção à loja, parecia que sabia que ali ele teria socorro. Quando nosso funcionário se aproximou, ele simplesmente caiu no chão com um olhar de muita dor e piedade", lembra ela ao relatar o ocorrido
A leitora disse que não pensou duas vezes, e foi para Linhares com o animal machucado. "De linhares fui encaminhada para São Mateus para a cirurgia que ele necessitava. Os dias de recuperação foram cruéis. Descobri por um Raio X, que o Beto tinha sete chumbos de tiro espalhados pelo corpo. Não conseguia entender tamanha crueldade e não imaginava o quanto ele havia sofrido na rua. Os dias se passaram, Beto teve alta, e tive a certeza: Ele seria o mais novo integrante da família", contou
Pensa que acabou?
Assim que cuidou e dotou Beto, Maraisa logo depois se deparou com o Negão, que surgiu no estabelecimento comercial e é o companheiro diário na loja. Mas trata-se de um animal comunitário, desses que nem pensam em ficar em um só lugar.
E a voluntária contou: "Tentei adotá-lo, mas ele é um cachorro bem livre, do mundo, e gosta de ter a sua liberdade. Ele fica todos os dias em frente à minha casa, fiz uma casinha pra ele, dou alimento e sempre estou cuidando de sua saúde, que já é bem frágil por ele ser um cachorrinho mais idoso", explicou.
A rotina da voluntária exemplo
"A nossa rotina é sempre a mesma, todos os dias: De manhã ele me acompanha até a loja e fica até a hora de fechar. Saio da loja, vou fazer meu serviço de banco, e ele me acompanha e espera direitinho na porta até acabar, e depois vamos para a casa. Ele é meu fiel companheiro e sinto o quão feliz ele é por isso", disse ela referindo-se ao Negão.
E o amor do dia a dia se estende ao Beto e Bebete, claro. "É isso. Sigo tentando fazer a minha parte, e sei que não posso mudar o mundo, mas posso mudar uma parcela dele. Por isso peço: Adote, não compre um animal! O amor deles é sem igual! É um amor verdadeiro e intenso! E peço também, que se você não gosta, ao menos respeite eles e a nós que os amamos! Eles sentem dor, fome e têm sentimentos como a gente!", concluiu a voluntária.
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