
O município de Linhares é citado, desde segunda-feira (18), na imprensa em caráter nacional. O motivo é a barragem construída para proteger a lagoa Juparanã da passagem do rejeito pelo rio Doce, em 2015, quando a lama de rejeitos de minério vinda de Marinada, Minas Gerais, chegou através do Rio Doce e comprometeu a rotina de muita gente no município.
Pois após a Fundação Renova anunciar que “em conjunto com a Defesa Civil, deu início à remoção de 28 famílias residentes na avenida Beira-Rio, no domingo (17)”, foi a vez da Prefeitura comunicar à população que a referida avenida está interditada.
O acesso será permitido somente a moradores autorizados e acompanhados por representantes da Renova.
A Prefeitura de Linhares explica que trata-se de uma medida de segurança, e que a interdição é uma ação da Defesa Civil Municipal de Linhares, devido à instabilidade do barramento.
O acesso será permitido somente a moradores autorizados e acompanhados por representantes da Fundação Renova. O tráfego de veículos está proibido.
Entenda o caso
Uma decisão judicial de 2015, logo após o rompimento da barragem de Fundão, determinou a construção de um barramento emergencial para impedir o contato das águas do Rio Doce e da lagoa Juparanã.
Apesar de temporário, o barramento permaneceu instalado, por força de seguidas determinações judiciais, o que agravou a ocorrência de alagamentos, já habituais na região.
Um canal ligando a lagoa ao rio Pequeno foi construído em 2018 para reduzir o nível da água na Juparanã. Para enfrentar o último período chuvoso, este canal foi ampliado em 22 de setembro de 2018 e, em caráter de prevenção, foram removidas temporariamente as 56 famílias residentes na Avenida Beira-Rio.
O barramento de Linhares é monitorado diariamente, seguindo procedimentos de segurança e contingência.
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