
Anderson Pereira de Oliveira, 23 anos, e Weliton da Conceição Santos, 28. O que eles têm em comum? Ambos são solteiros, sem filhos, estão desempregados e pedem ajuda para entrar no mercado de trabalho com carteira assinada.
Weliton disse que esta é a segunda vez que procura o Site Eu Vi em Linhares para ter acesso a uma oportunidade, mas que assine a carteira dele. Morador de Jacupemba, Distrito de Aracruz, ele disse que se muda para Linhares se algum empresário o admitir. "Estou desempregado desde 2016 e posso trabalhar como repositor, auxiliar de serviços gerais ou ajudante de pedreiro mesmo", cita ele ao falar sobre as funções que desempenha.
Solteiro e sem filhos, o rapaz disse que o aluguel está vencido desde dia 5 de janeiro, e para amenizar divide espaço com amigos. "Até o ano passado vinha fazendo diárias na roça para me manter, mas esse início de ano é difícil conseguir algo por aqui. Por favor me ajudem. Meu telefone é o 27 99288-9022. Podem me mandar mensagem também", concluiu ele.
Anderson apelou e foi hostilizado em grupo de classificados
Na mesma situação está Anderson Pereira de Oliveira. Aos 23 anos e desempregado há mais de um ano, o leitor também "segurou as ondas" na roça, mais precisamente na lavoura de café. "Mas a colheita acabou e preciso pagar as minhas contas fixas como aluguel, luz, água, comida. É muito difícil, viu?", disse ele.
O rapaz é de Minas Gerais e em Linhares mora no bairro Nova Esperança. O aluguel é R$ 400,00 mensais. Anderson disse que pra honrar com a palavra, vendeu a moto. "Preciso muito dela, mas não teve outro jeito. Peço que me liguem, por favor, se alguém tiver até um lote ou terreno para capinar", apela.
E o apelo do rapaz gerou um impasse, digamos assim, quando ele não se intimidou em anunciar o pedido de emprego em um grupo de classificados da cidade, no Facebook. Veja abaixo o que ele anunciou:
O desempregado disse que foi procurado inbox e hostilizado. Também falou que foi questionado, também no privado, o motivo de se expor tanto, sendo instruído a não adotar o procedimento. "Não há vergonha nenhuma em pedir. É um grupo de classificados, gente. Não perturbei ninguém, apenas pedi um emprego", comentou ele.
A coragem do leitor chegou à nossa Redação, como pedido para que surja uma vaga de emprego para ele. "Já trabalhei em supermercado, mas se tiver vaga na roça eu também aceito. Como disse no anúncio, capino lotes também, e vergonha é sair por aí assaltando os outros, tomando o que os outros conseguiu com esforço", concluiu, repetindo o telefone de contato: (27) 99985-1646.
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