
“Tudo que colocávamos na cratera, desaparecia. Até as britas sumiam levadas pela água. Parecia coisa do outro mundo. Moro aqui há 35 anos e, nesses 35 anos, nunca vi algo assim. Sem dúvida nenhuma, essa foi a maior catástrofe que vivemos”. A declaração é da líder comunitária Maria Loss, comerciante e produtora rural de Japira, ao falar sobre a liberação da estrada Antônio Armani, em Santo Hilário, acesso que foi prejudicado e interditado por causa das chuvas de dezembro do ano passado. Um atalho foi utilizado para garantir o ir e vir das pessoas.
“Vou confessar uma coisa. Cheguei a chorar sozinha quando via o nosso serviço destruído sempre que tentávamos resolver o problema”, disse Maria. Ela conversou com o Site Eu Vi em Linhares na manhã deste sábado (1º) e declarou que queria “fazer um desabafo”, mas antes contabilizou: para resolver o problema da interdição (cerca de 15 mil moradores da região ficaram prejudicados), a prefeitura precisou de 700 caçambas de terra e brita. “O meu desabafo é a ausência dos vereadores, principalmente um, que diz ajudar tanto a nossa comunidade e que nem a cara aqui para dar apoio ele deu. Quero deixar bem claro que não tenho nada contra ninguém, mas tenho tudo contra quem quer prejudicar a nossa comunidade, principalmente nessas horas difíceis. Quero agradecer o apoio que a prefeitura nos deu nesse período de estrema dificuldade e evidenciar que o Miltinho Colega foi o único vereador que vi por aqui”, disse Maria Loss.
O trecho da Rodovia Antônio Armani, em Santo Hilário, que estava interrompido por causa das chuvas, foi liberado pela Prefeitura de Linhares na manhã de sexta-feira (29), e foram 40 dias de trabalho. Nos próximos dias, quando o solo já estiver assentado, será feito o asfaltamento da rodovia. “Primo por aquela frase: quem não puder ajuda, pelo menos não me procure mais para tentar atrapalhar”, concluiu a moradora.
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