
Dois pescadores de Pontal do Ipiranga seguram a faixa que diz: "Rio Doce, presente". Eles estavam bem nos "semáforos do tobogã", na divisa dos bairros Centro/Colina. O ato fez parte de uma manifestação que se estendeu até a frente dos escritórios da Fundação Renova na cidade. A entidade cuida dos assuntos relativos ao maior desastre ambiental do Brasil, que é o rompimento da barragem, em Mariana, de onde veio a lama contaminada com rejeitos de minério da Samarco e devastou o Rio Doce e a vida de muita gente em Linhares.
A iniciativa são de pessoas ainda não reconhecidas no processo indenizatório e também as que foram, mas ainda não recebem a indenização. "Uma hora dão um prazo, outra hora divulgam outro prazo, tudo em Assembleia para resolver a questão, mas vão empurrando com a barriga e não resolvem nada", disse um dos manifestantes que aguardam pela indenização.
Um comerciante que disse que que quer divulgar o nome por temer represálias, informou ao Site Eu Vi em Linhares que foi reconhecido, disse que o processo dele está com a Samarco desde novembro do ano passado. "Entreguei toda documentação que me pediram e espero contato para tentarmos um acordo. Dias atrás liguei para uma pessoa que resolve na parte de relacionamentos, e ele me disse que a Renova está criando as políticas de indenização e assim que essas políticas estiverem prontas, irão me ligar. Perguntei como essas políticas estão sendo criadas se diversos comerciantes já foram indenizados", contou o leitor, que possui negócios em Regência.
A resposta, conforme detalhou o comerciante, é a demora. "Estão tratando as pessoas de maneira diferente, sendo que todos fomos prejudicados. Essa manifestação é em todo local atingido pela lama, em todo curso onde o Rio Doce atingiu.
Em contato com a Fundação Renova, a nota diz: " A Fundação Renova informa que 6.520 pescadores no Espírito Santo e em Minas Gerais já foram reconhecidos como tendo direito ao Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) ou ao Programa de Indenização Mediada (PIM). Ao todo, já foram desembolsados cerca de R$ 425 milhões entre indenizações e auxílio financeiro para esta categoria. Para acelerar a análise dos processos, no início de 2018 foram implementadas diversas medidas para eliminar gargalos e reduzir os prazos. A instituição vem redobrando esforços em tentativas de diálogo com as lideranças de pescadores".
muita gente principalmente em regência recebendo 50 60 mil pessoas que nunca pescaram nunca necessitaram viver da pesca, muita gente oportunista que estão se aproveitando para construir casas comprar carros novos, uma pena, muita gente que realmente precisa não recebe 1 centavo e esta passando necessidade, cade o ministério publico?? divulguem a lista e os valores das pessoas que recebem e ja receberam pela fundação renova... //////////////////////////
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