
A falta de bombeamento da água represada pela barragem construída no Rio Pequeno para impedir que a lama contaminada da Samarco - que veio de Mariana - chegue ao Rio Pequeno e à Lagoa Juparanã, não causou problemas apenas em Sooretama.
Um internauta que pediu para não ter o nome divulgado, pedalou pela cidade nesta manhã de domingo (18), e o que viu, quando passou nas proximidades do Rio Pequeno, o preocupou, e muito. "Vai inundar é tudo, se não resolverem logo", disse ele.
A parte ribeirinha que fica atrás das antigas instalações do DPJ - Departamento de Polícia Judiciária - e de um Centro Comercial, no Centro de Linhares, conforme observou o leitor, está tomada pela água.
"E uma situação complicada que deixa o linharense dentro daquele dito se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não pode deixar a água contaminada do Rio Doce entrar, e para bombear, tem que ser com capacidade que supere a água que chega no Rio São José", compara o leitor.
Além de fotografar a parte do rio no Centro/Colina, o leitor estendeu o passeio ao Três Barras, onde também registrou cenas que impressionam. "Eu só vi isso na época das cheias, e não sei como será se não tomarem providências urgentes", concluiu ele.
Em resposta aos destaques em outros veículos de comunicação sobre o assunto, a Fundação Renova, criada para tratar de assuntos relacionados ao desastre ambiental provocado pela lama contaminada da Samarco, disse que providências estão sendo tomadas e que todas as ações definidas em conjunto com o poder público. Também informou que mantém contato constante com a Defesa Civil para apoio necessário.
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