
"Socorro as autoridades competentes! Estamos correndo risco de vida também! Essa lagoa é o nosso lençol freático, e estamos ingerido essa água de um jeito ou de outro!". Assim se manifestou a leitora Bia Cordeiro ao enviar para a nossa Redação (envie você também: 27 99808-4347) as fotografias em exibição e que, segundo ela, foram feitas nesta terça-feira (20).
"Nossos peixes continuam morrendo! Hoje encontramos mais peixes mortos na nossa lagoa aqui em Areal, Regência. Até robalo que entrou para dentro da lagoa com a cheia desses últimos dias de muita chuva, foi encontrado morto", concluiu Bia.
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A mortandade dos peixes na referida lagoa já foi manchete no Site Eu Vi em Linhares no domingo (18), quando outra moradora expôs que a morte dos peixes é consequência da lama contaminada que veio para o local através das águas do Rio Doce, após rompimento de barragem em Mariana, Minas Gerais.
A cena dos peixes mortos retirados da lagoa nesta terça-feira, conforme explicou Bia, foi presenciada pelo esposo dela, António Cordeiro, e a filha, Érica Cordeiro, além de outro morador, Genaldo Barcellos. "Eu fiquei sem chão. Veio a lembrança daquela lama chegando, da imprensa do mundo inteiro em Regência. Agora peço que a imprensa mostre isso também, as consequências desse desastre, hoje, aqui no Areal", disse Bia.
Em nota, a Fundação Renova, criada para tratar desse assunto, disse: "A Fundação Renova, entidade responsável pelas ações de reparação do rompimento da barragem, informa que está em andamento uma série de ações para garantir a qualidade da água do Rio Doce e afluentes em toda a bacia. São 20 programas ambientais em andamento. Entre os trabalhos executados estão a proteção de mais de 500 nascentes em Minas Gerais e no Espírito Santo e a recuperação de 101 afluentes impactados. É importante ressaltar que a Renova monitora 92 pontos ao longo da bacia do Rio Doce e região costeira e possui 22 estações automáticas em tempo real. O monitoramento avalia a água e os sedimentos com parâmetros como íons, nutrientes, metais totais e dissolvidos, além de indicadores biológicos. Todos os resultados são compartilhados com os órgãos ambientais. Além disso, a Renova iniciou em abril de 2017 um monitoramento específico da biodiversidade ao longo do Rio Doce. O mapeamento aborda desde microrganismos aquáticos (plânctons) aos peixes, passando por moluscos e crustáceos. A partir desse levantamento, será possível realizar um estudo populacional e avaliar o estado de conservação das espécies. A expectativa é de que os primeiros resultados referentes à biodiversidade sejam finalizados até o final do primeiro semestre deste ano".
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