
A manchete poderia ser "Apreensão de pistola de grosso calibre", mas a arma não é a que você está imaginando. O fato é verídico e o delegado Fabrício Lucindo Lima agora compartilha com os leitores. Prestem atenção:
Em algum lugar do Estado do Espírito Santo, em um município que não era Linhares, Sooretama ou Rio Bananal e de antemão já aviso: Não revelaremos o município para não comprometer a carreira e nem a boa fama dos Policiais Civis que participaram da operação, muito menos do delegado que comandava o grupo.
Muito bem, a investigação era de crime de homicídio, um caso que havia comovido a cidade, todos falavam no assunto e cobravam uma solução rápida para o caso. Os poucos policiais civis da cidade trabalhavam intensamente na coleta de informações, apurando denunciais anônimas e qualquer pista que pudessem levar até a autoria do bárbaro e hediondo homicídio.
Como naquela cidade havia uma grande confiança da população na Polícia Civil, logo surgiram as primeiras pistas e até a motivação para o crime. Diziam que o fato teria sido motivado por vingança e que a vítima - assassinada com diversos disparos de arma de fogo - teria sido morta por um antigo desafeto e ainda, que o tal elemento estaria escondido em uma pequena residência, em um bairro da periferia da cidade e com ele se encontrava a arma do crime.
Essa era a oportunidade, pensou o delegado. Não haviam testemunhas do crime, porém se conseguissem apreender a arma usada pelo bandido para assassinar a vítima, poderiam fazer os exames periciais de microcomparação balística, e se o exame desse positivo, bingo, poderiam afirmar que a arma foi usada para executar a vítima e o caso seria resolvido.
Toda a operação foi montada, porém antes de invadirem a casa, foi solicitado mandado de busca e apreensão judicial. O delegado então determinou que realizassem levantamentos no alvo, com fotografias das ruas, possíveis pontos de fuga que deveriam ser cobertos pelos policiais e topografia do bairro e fotografias do suspeito. Ainda foi descrito no plano operacional, os muros, portões, cadeados e portas que deveriam ser superadas pelo grupo de policiais no dia seguinte.
Pois bem: Na madrugada do dia seguinte os policiais cercaram a pequena casa. Três pularam o muro, um deles mais afoito, acabou caindo dentro de um chiqueiro de porcos, sendo de pronto resgatado pelos colegas. No quintal tinha de tudo, além dos porcos: galinhas, patos e dois cachorros presos na corrente.
Outros policiais também pularam o muro, cercaram totalmente a casa e o agrupamento que estava na porta dos fundos arrombou a porta da cozinha gritando “POLÍCIA CIVIL”. Logo dominaram a pequena casa e imobilizaram o suspeito, que estava dormindo no momento da ação policial e acabou acordando assustado.
Iniciada a minuciosa revista no ambiente, encontraram de tudo: ninho de ratos, baratas, roupas sujas misturadas com limpas, no guarda roupas havia uma gata com uma ninhada de gatinhos repousando sobre as roupas. Louças de mais ou menos uma semana sem lavar sobre a pia da cozinha e dai vocês já podem imaginar o restante da residência.
Dois policias faziam a revista em um quarto da casa, um deles começa a olhar uma cômoda ou uma sapateira, não sei bem ao certo e então grita: “Dr. ACHEI.... ACHEI UMA PISTOLA DE GROSSO CALIBRE”. Todos respiram mais aliviados, o delegado então nem se fala. Feliz com a missão cumprida já pede a um dos investigadores para algemar o suspeito. Então, todos se dirigem ao tal quarto e o policial abre uma gaveta e mostra o objeto.... o que antigamente era chamado de “consolo de viúva” um pênis de borracha, com vibrador a pilha, possivelmente com mais de 20 centímetros de envergadura... realmente... de grosso calibre.... ninguém do grupo conteve a expressão de decepção inicial e a gargalhada no final...
Porque vcs não mostra pra nossa sociedade o caso do vereador que atropelou e matou um pai de família esse caso vai ficar assim e ////////////////////////////////////////////////////////////////// o que isso a nós interessa.
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