
Segunda-feira, a antepenúltima do último mês de 2017, e um nativo de Regência Augusta, litoral de Linhares que ficou conhecido no mundo por conta do maior desastre ambiental registrado no Brasil, chama a atenção com um ato simples.
Ele é Willian Oliveira de Sousa, conhecido na Vila como Ferrugem, e o ato simples foi de amor à Vila, já tão sofrida por conta da lama contaminada que veio de Mariana, Minas Gerais: Ferrugem, a filha Isadora, de 24 anos, e o sobrinho Gabriel, de 11 anos, dedicaram três horas de trabalho no recolhimento de lixo na praia. “Começamos às oito e terminamos às onze horas, mas como tem muito pet iremos voltar para coletar mais”, disse ele ao ser procurado pelo site Eu Vi em Linhares para falar sobre a ação.
A coleta, segundo Ferrugem, que mora na Vila há 47 anos (desde que nasceu), rendeu 30 sacos de lixo de 50 litros cada. “Foram encontradas muitas garrafas pet, algumas até com lama dentro, e também encontramos garrafas de vidro, latinhas, mas boa parte do resíduo recolhido se encontrava nas pets”, explicou o morador.
A família entrou em contato com o Centro Ecológico de Regência para pedir que um carro do Projeto Tamar recolha os sacos. “Assim eles irão recolher para fazer o devido descarte”, completou Ferrugem.
Perguntamos o que o morador fazia antes da chegada da lama e o que ele faz atualmente: “Vivia da pesca e fazia passeio de barco com turistas pelo rio. Hoje tenho que viver com o cartão da Samarco”, contou. “Na alta temporada, de dezembro a fevereiro, o que ganhava com meu trabalho chegava a quatro mil por mês incluindo passeio e pesca de manjuba. Hoje tenho que sobreviver com mil e quinhentos Reais por mês”, lamenta Ferrugem. Ele disse que só a faculdade da filha, mesmo sendo através de bolsa, consome R$ 500,00.
graças a Deus existe pessoas asim como ferrugem e sua familia ,e pena que existe pessoas capazes de fazer um crime deste,jogar lixo nas praia
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