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DPM de Regência vira 'jogo de empurra', diz morador

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Dia 30 de junho, o ano era 2016, e a comunidade de Regência não via a hora de chegar o dia 07 de julho para acontecer a solenidade de inauguração da entrega do Destacamento da Polícia Militar do 12º Batalhão. À época, um representante da Associação de Moradores declarou que “a luta foi grande e ainda será, mas o retorno é certo”.

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E a comunidade sentiu-se mais segura, pois, conforme informado, o expediente das 9h00 às 17h00, com uma servidora disponível para fazer almoço, jantar e cuidar do espaço, inclusive, o alojamento, se refletiria na parte externa: Patrulhamento nas escolas, comércio e área rural até a divisa com o município de Aracruz. O policiamento também durante a noite completou o anseio da comunidade.

Em fevereiro de 2017 o DPM não ficou de fora dos atos de vandalismos no Estado, e por pouco deixou de ser totalmente destruído em um incêndio criminoso. A comunidade, outra vez arregaçou as mangas e deixou o prédio alugado novinho em folha.

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Mas a alegria durou pouco: “O DPM está abandonado. Depois do Carnaval nunca mais apareceu PM na Vila. A prefeitura, através da Secretaria de Segurança, ficou de fazer o contrato com o dono do imóvel, e eu acho que não foi feito. Mas eu tenho certeza que o aluguel está pago até maio”, afirmou um morador ao pedir ajuda ao Site Eu Vi em Linhares para que a PM volte a atuar como na época em que o espaço foi entregue à comunidade.

Outro morador, que já foi alvo de pessoas que vivem no mundo do crime e que agora até evitar sair à noite na Vila, explicou: "Isso virou um jogo de empurra, e ninguém resolve nada. Lembram que precisamos de PM aqui somente durante os eventos. Lamentável, pois não moramos aqui somente durante os eventos", disse ele.

Em contato com o comando da Polícia Militar, a informação é que foram realizadas reuniões e que a comunidade ficou de acertar sobre o local junto a Prefeitura. “Mas Regência não está desassistida pela Polícia Militar. O atendimento acontece normalmente através das viaturas”, disse o comandante do 12º Batalhão, Werison Risperi.

Em contato com a Prefeitura Municipal, em nota, a resposta é que “não existe nenhum convênio ou contrato relativo ao aluguel do Destacamento da Polícia Militar em Regência, uma vez que a segurança pública é de competência do Governo do Estado do Espírito Santo. O aluguel do imóvel é de responsabilidade da Associação de Moradores do balneário”.