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Crise econômica: além de Linhares, outros municípios do Norte cancelam festas e shows

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A crise resolveu, literalmente, acabar com a festa em diversas cidades do Norte do Espírito Santo. Após a informação passada pela Prefeitura de Linhares de que eventos do calendário municipal foram cancelados neste ano de 2015, o Site Eu Vi em Linhares buscou informações sobre a situação em outras cidades e a notícia também não é nada boa.
Por conta do arrocho financeiro que toma conta do País, as tradicionais festas foram alvos de cortes de despesas. Em Sooretama, por exemplo, o aviso da não realização da festa foi dado pelo próprio prefeito, Esmael Nunes Loureiro (PMDB). O peemedebista utilizou o próprio perfil que mantém no Facebook para fazer o desabafo e pediu compreensão da população. “Em resposta aos muitos questionamentos que tenho recebido, venho informar que este ano não realizaremos a Agrofest – festa da cidade. Entendo que não seria coerente gastar com a realização de festa neste momento de crise e incertezas pelo qual passa o país, sendo que recentemente tivemos que promover várias demissões para enxugar a folha de pagamento e reduzir as despesas fixas da administração municipal. É mais prudente e responsável neste momento, com poucos recursos disponíveis, priorizar os investimentos nas obras e ações de maior relevância social. No próximo ano, se assim Deus permitir, faremos uma grande festa, à altura do merecimento do nosso povo. Espero a compreensão de todos”, disse o prefeito.
Em Rio Bananal, o secretário de administração, Edgar Casagrande. disse ao Site Eu Vi em Linhares que se a situação não melhorar, os ribanenses não terão festa em setembro. Ele afirmou que tem 99,9% de certeza de que isso ocorrerá: “Se fosse no mês que vem, poderia responder que não teríamos, mas tudo pode acontecer”, ostentou.
A crise também atingiu, em cheio, a festa de Colonização de São Mateus, que acontece em setembro. Apesar de considerar como possibilidade e dizer que o cancelamento da programação com gastos no evento “está sendo estudado”, a secretária de comunicação, Sandra Pacheco, explicou: “É como se fosse uma casa, onde o salário do pai encolhe e, entre a escolha de sair para passear no fim de semana e gastar com o mais importante, escolhe-se priorizar o mais importante”, disse ela. "A queda na receita do município está grave. Estamos "perdendo" mais de R$2 milhões de receita mensalmente sobre o que estava previsto para este ano. Isto significa que certamente o município precisa fazer ajustes para garantir a saúde financeira dos cofres públicos, priorizando o pagamento do salário dos servidores e serviços essenciais como Saúde e Educação. É uma decisão difícil, mas continuando a queda na receita, sem haver a recuperação do que já foi "perdido" não haverá recursos suficientes para realizar a festa”, completou a secretária.
A festa da cidade de Jaguaré acontece sempre no mês de dezembro, mas esse ano também pode não acontecer. “Ainda está longe para afirmarmos alguma coisa, preferimos aguardar os próximos capítulos dessa crise e torcer para que ela passe até lá”, disse Silvia Fundão, indicada pelo Setor de Comunicação da Prefeitura daquela cidade para falar sobre o assunto.
Em Colatina, a Secretária de Comunicação, Cátia Caliari, disse que a opção foi terceirizar o evento. “A prefeitura não arcará com nenhum centavo”, resumiu ela ao falar sobre o assunto.
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