Um empresário de 46 anos, de tradicional família de Linhares, Norte do Espírito Santo, foi preso juntamente com um policial militar de 58 anos, da reserva remunerada, em uma operação da Polícia Federal, após sacarem R$ R$ 202.500,00 em espécie em uma agência bancária da cidade. De acordo com o Auto de Prisão em Flagrante, além do valor citado acima, também foi apreendida uma arma de fogo, que estava em poder do policial. A ocorrência se deu na tarde desta terça-feira (25). Uma equipe de policiais ficou na parte interna e outra na frente da agência.
No Despacho da Polícia Federal consta que a análise consubstanciada revela que o empresário aparece de forma recorrente no contexto das operações suspeitas envolvendo uma empresa de exportação e importação de café, sediada em Linhares. A Tipificação Penal citada é o Art. 1º - Lei 9.613/1998 - Lavagem de Dinheiro.
No interrogatório, cita o Despacho, o empresário confirma que realizou saques no dia 24 de novembro e na sexta-feira, dia 21, totalizando, com o valor apreendido citado acima, R$ 1.152.000,00.
Já a empresa de café, aparece em centenas de comunicações ao COAF relacionadas a saques e provisionamentos de valores muito altos em espécie, “prática típica de ocultação e dissimulação de capitais, especialmente quando realizada por múltiplas pessoas sem relação econômica aparente com a empresa”, cita a Polícia Federal, entre outras considerações.
No interrogatório, conforme os dados aos quais tivemos acesso, o empresário disse que é produtor de café em Linhares; e que os saques de altos valores são referentes à venda do produto. Explicou que no dia 24 de novembro sacou R$ 300 mil, e na sexta-feira, dia 21, sacou R$ 650 mil, e entregou os R$ 950 mil ao policial da RR para que ele o entregasse na empresa envolvida.
O investigado explicou que, apesar de ser dono dos valores sacados, juntamente com a irmã e o pai, prefere deixar o dinheiro na sede da empresa envolvida e pegar quando precisa.
Ele acrescentou que emitiu notas fiscais de venda desse café, como pessoa física, comprometendo-se a apresenta-las; e que sempre vendeu café para a empresa envolvida, mas em anos anteriores os pagamentos foram feitos por meio de depósito em conta e pagamento em espécie.
Já o policial da Reserva Remunerada, conforme a Polícia Federal, disse no interrogatório que estava na agência para levar o valor sacado à empresa e café, e desconhecia quanto havia na mochila. O mesmo procedimento se deu, segundo ele, nos dias 21 e 24, e que recebe R$ 300,00 para cada transporte de valores. A arma apreendida, segundo ele, é de sua propriedade e está devidamente registrada.
O policial relatou que já realizou saques em seu próprio nome em contas da empresa investigada, não sabendo precisar o valor; e que o fez porque o funcionário passou mal e não pode ir ao banco.
Confrontado com o fato de que os saques são provisionados com antecedência, ele afirmou que apenas recebeu a ordem da empresa de realiza-los e não sabe dizer o motivo de a empresa realizar saques em valores tão altos, e que não achou estranho ter sacado 840 mil reais, visto se tratar de uma grande empresa.
Apesar de não citarmos nomes, o espaço está aberto, caso as partes queiram enviar nota: 27 99808-4347.