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Mário Bonella: A Imagem que fica! Marcelo Martins emociona ao falar do apresentador
“Mário Bonella deixa a TV Gazeta, mas não larga o hábito, o vício bom, de contar histórias”.
25/11/2025 06h14 Atualizada há 7 meses
Por: Redação
Mário Bonella sempre teve aquele jeito de quem chega antes da notícia, como se carregasse no bolso um faro antigo, desses que só o tempo, a rua e a escuta fina conseguem ensinar ao eclético público.
Quase três décadas de TV Gazeta ES o viram crescer, amadurecer, perder noites, ganhar histórias, carregar o Espírito Santo no timbre firme e afetuoso do noticiário.
Ele foi companhia de café da manhã apresentando o “Bom Dia Espírito Santo” e, ao mesmo tempo, o repórter que atravessava lama, poeira, enchentes, mergulhava em mares revelando belezas ambientais escondidas e esperanças para contar o que o país precisava saber de fato.
E então, na hora da despedida, que poderia ter sido tímida, ou silenciosa, Bonella escolheu o contrário: saiu pela porta da frente, como quem entende que a última palavra também é uma forma de dar o recado.
Aconteceu em cadeia nacional, no prestigiado Globo Repórter, guiando o Brasil por um Vietnã vivo, pulsante, socialista, moderno e que derrotou com sabedoria e coragem a violência e a arrogância da maior potência armamentista mundial, os Estados Unidos da América.
Um país que transformou guerra em vida, tristeza em movimento, passado em promessa. Havia algo muito simbólico nisso.
Bonella se despedindo justamente ao mostrar ao telespectador que os recomeços existem e podem ser lindos e cheios de oportunidades civilizatórias.
Quando a reportagem terminou, fiquei com a sensação de que aquele adeus dele não era uma porta fechando, mas um livro sendo colocado com cuidado na estante, desses que a gente sempre volta para reler trechos porque fazem bem a nossa alma.
Mário Bonella deixa a TV Gazeta, mas não larga o hábito, o vício bom, de contar histórias. Estas vão continuar, porque alguns jornalistas não se aposentam da missão, apenas mudam de estrada em busca de novos horizontes.
E assim ele segue com o olhar curioso, o sotaque capixaba (se é que isso existe) e a habilidade rara de fazer do jornalismo um gesto de precisão e afeto diante das realidades.
No fim, sua maior reportagem sempre foi mostrar que a vida, mesmo nos momentos mais duros, merece ser contada com verdade, coragem e delicadeza.
Parabéns, Mário! Um campeão como nosso querido Mengão, do meu e de seu coração...
Por Marcelo Martins. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.