Polícia Cadeião
“Matei, e usei duas armas”. Nego Brum é condenado por matar Patrick em Linhares
E, somando o crime sobre a morte, com o de uso das armas, cadeião ultrapassa 30 anos.
19/11/2025 07h45 Atualizada há 7 meses
Por: Redação

O julgamento da última pauta do júri popular de 2025 no Fórum de Linhares, Espírito Santo, realizado nesta terça-feira (18), foi de pena máxima. O réu ELIOMAR BRUM DE OLIVEIRA, o Nego Brum, 32 anos, enfrentou os jurados por matar Patrick Gomes, em plena luz do dia e aos olhos de testemunhas. O crime foi em setembro de 2022, e, somadas, as penas pela morte e pelo uso de armas de fogo, ultrapassam 30 anos. O júri foi presidido pelo Juiz Tiago Camata.

Pedindo a condenação do réu, estava o Promotor de Justiça Marcelo Ferraz Volpato, representante do Ministério Público; e na defesa do réu, a advogada Marcilene Lopes do Nascimento e o advogado Leandro Victor Paulo Miguel. Os trabalhos começaram às 9h e terminaram às 15h30. Vejamos a sentença detalhada e em seguida, os detalhes do crime:

Os jurados condenaram Eliomar Brum de Oliveira, o Nego Brum, pelos crimes de homicídio qualificado (art. 121, §2º, incisos I, III e IV, do Código Penal) e porte ilegal de arma de fogo (art. 14 da Lei 10.826/03). O Juiz Presidente fixou a pena definitiva em 34 anos de reclusão. O réu foi condenado a pena máxima dos dois crimes, em regime inicial fechado, e ao pagamento de 360 dias-multa. A prisão foi mantida e o acusado não poderá recorrer em liberdade.

O crime – Era uma tarde de domingo, 16h de 18 de setembro de 2022, quando um homem de moto tentou ajudar Patrick Gomes, que clamava por socorro, caído e ferido por disparos de arma fogo, na Avenida Ouro Preto, bairro Interlagos, perto do Caic, a Escola Dalvino Tomé. O motociclista, contudo, foi impedido, sob ameaças. Patrick havia sido alvejado por uma arma de fogo usada por Eliomar Brum de Oliveira, o Nego Brum, que após ver a cena da tentativa de socorro, pegou outra arma, e descarregou na vítima, consumando o homicídio. Tudo isso está na denúncia do Ministério Público. E tem mais:

A denúncia menciona que nas dependências da sede policial, o réu confessou o crime, que se deu após ele chamar a vítima para ambos resolverem uma situação entre eles, e disse que ameaçou testemunhas que viram o rosto dele. Eliomar informou que usou um revólver calibre 32 e outro calibre 38. Depois, seguiu para Vitória. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.