Um homicídio e uma tentativa de homicídio por (muitos) disparos de arma de fogo e que tiveram como cenário a ES 358, estrada de acesso ao Guaxe, interior de Linhares, Espírito Santo, na madrugada de 21 de novembro de 2020, volta com a seguinte pergunta: Quem atirou nas vítimas? Mariana dos Anjos de Almeida, 22 anos, morreu no local, e um jovem de 24 anos conseguiu correr, sendo socorrido e sobreviveu.
O crime veio à tona na terça-feira (05), na Pauta do Júri Popular no Fórum Mendes Wanderley. No banco dos réus estavam Juarez Costa Branco e Juarez Costa Branco Filho. O duplo julgamento começou às 9h e só terminou às 21h10, com direito à réplica e tréplica: Por um lago o Ministério Público representado pelo Promotor de Justiça Felipe Amorim Castellan, pediu a condenação dos réus, enquanto os criminalistas Antônio José de Mendonça Júnior, o Juninho Mendonça, e Marcelo Miguel Regetz Monteiro, pediram a absolvição, alegando negativa de autoria.
A após 12 horas de júri, pai e filho foram absolvidos, e a alegria foi geral entre amigos e familiares dos réus, que depois pousaram para uma foto junto com a defesa (veja no final do texto). Mas, a pergunta que não se cala: Quem atirou e matou Mariana e tentou contra a vida do amigo dela? Vamos relembrar o crime e desfecho:
Vítima pediu socorro – Em uma das manchetes do Eu Vi em Linhares na época do crime, a partir do Boletim registrado pela Polícia Militar, o destaque é que ao sair do Guaxe e perceber que o veículo Chevrolet Vectra prata em que estava com o amigo era perseguido, Mariana, que estava como carona, pediu socorro via 190 enquanto tentava escapar. O relatório policial cita que nesse pedido, Mariana informou que os atiradores estavam em uma pick-up de cor prata, e explicava que os disparos de arma de fogo eram em sua direção.
O Vectra havia parado após bater na cerca da estrada, com muitas perfurações na lataria. No interior, já sem vida, estava a jovem que pediu socorro via 190. O amigo dela informou que ambos foram ao Guaxe, na casa de primos de Mariana, mas que ao chegarem não encontraram ninguém e decidiram voltar para a sede de Linhares.
No bolso de Mariana, segundo a Polícia Militar, foi encontrado um pino de cocaína. No interior do veículo foi apreendido um aparelho de celular, sendo tudo entregue à Polícia Civil. Jubileu, a filho, foi preso pela Polícia Militar em março de 2024, e o pai dele em maio de 2022, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Na denúncia do Ministério Público que atribui a autoria do homicídio e da tentativa aos dois, também consta que haviam outros indivíduos “não identificados” atirando contra as vítimas, e que as vítimas eram amigas de Walleff Gama Silva, o Marujo, desafeto dos réus absolvidos. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares. Veja abaixo a foto após a absolvição: