Polícia Corretor de imóveis
Robson cai em emboscada e é morto após venda de imóvel que já tinha dono na Serra
Segundo a Polícia Civil, três adultos e um adolescente participaram do crime.
23/10/2025 11h28
Por: Redação

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, Espírito Santo, concluiu o inquérito policial e prendeu os três envolvidos no homicídio qualificado e na ocultação de cadáver do corretor de imóveis Robson Carmo da Conceição, de 38 anos, crime que ocorreu no dia 5 de setembro, dentro de uma residência, no bairro Vila Nova de Colares, na Serra.

De acordo com a Polícia Civil, a vítima foi atraída até uma residência, e morta. Joicilangela Jesus de Oliveira, 37 anos, a Joice, marcou um encontro com Robson e embarcou no carro dele por volta das 17h, e era o corretor que dirigia o veículo, um Kia Sportage, ao local do crime, com a desculpa de avaliar uma casa. O encontro foi marcado através da rede social.

No local do crime, ainda segundo a Polícia Civil, morava Diondreson do Nascimento Santos, o Bidu, de 36 anos. O outro adulto preso é Maxsuelder Rodrigues de Oliveira, 20 anos, e o menor é ex-enteado de Diondreson.

Motivação – A motivação do crime tem a ver com uma transação imobiliária em 2023, entre Diondreson e a vítima, sendo um terreno localizado no bairro do crime. Só que o terreno já tinha dono, e em 2024 um oficial de justiça foi ao local e o prazo de desocupação foi de 15 dias.

Diondreson, que é pedreiro e inclusive já tinha trabalhado com Robson, havia investido no local, onde construiu uma casa e ali residia com as duas filhas.

O adolescente apontado como envolvido, é ex enteado de Diondreson, e o ajudou na construção da casa. A vítima havia sido comunicada por diversas vezes sobre pessoas que se apresentavam no local como proprietárias do terreno, mas teria garantido que a construção poderia seguir, pois resolveria a situação.

Com o tempo, segundo a Polícia Civil, a vítima deixou de atender Diondreson, que falava com o adolescente sobre a intenção de tirar a vida do corretor se tivesse que desocupar o local que havia comprado.

Dias antes do crime, Diondreson procurou o ex enteado, comunicou sobre o plano e, para atrair a vítima, foi simulado através de um perfil feminino na rede social, a intenção de uma negociação sobre uma casa, na Vila Nova de Colares.

Através desse perfil, pertencente à Joicilangela, que é ex-namorada de Diondreson, foi marcado o encontro e Diondreson, o menor que é companheiro de Maxsuelder Rodrigues de Oliveira seguiram até o local do crime, perto do local do encontro.

A vítima, então, percebeu que estava indo até a casa de Diondreson, e mandou uma mensagem para um familiar, avisando que se não respondesse em 20 minutos, era para a polícia ser chamada e seguir para o local. Ali haviam simulacros de arma de fogo, e a vítima foi colocada sentada em uma cadeira, sendo amarrada.

O familiar foi ao local, reconheceu o carro e começou a gritar a vítima pelo nome, esta, com a voz abafada, pedia por socorro, mas teve a cabeça batida contra a parede e acabou morta. O corpo foi jogado no imóvel ao lado, os sinais da violência foram destruídos, Diondreson permaneceu no local e os demais fugiram pelos fundos.

Passados 10 minutos, o pedreiro foi ao portão atender o familiar, disse que Robson havia estado no imóvel com uma mulher, mas não se encontrava mais ali.

A Polícia Militar chegou, e como não encontrou a vítima, orientou à família para registrar o desaparecimento na delegacia. Após ficar só no local, Diondreson foi onde havia jogado o corpo, o colocou num veículo, foi à residência do menor e o corpo foi levado até Manguinhos, onde foi arremessado em uma lagoa às margens da rodovia ES-010.

Mas nas investigações, tudo foi descoberto e as roupas sujas com sangue da vítima ainda foram encontradas na máquina de lavar. A defesa dos citados – advogado – tem espaço para envio de nota: 27 99808-4347.