Uma mulher de 49 anos identificada como Fátima do Carmo Lopes, foi conduzida pela Polícia Militar para a 16ª Regional de Linhares, Norte do Espírito Santo, após uma ocorrência de trânsito no bairro Interlagos, na noite deste domingo (29). O Boletim cita o horário de 21h03, e a Rua Francisco Melo Palheta, ao lado do campo São Paulo
Apóstolo, como local do fato, e que a mulher conduzia um Citroen C3 branco, sob efeito de bebida alcoólica, colidindo o veículo em um Corolla que estava sendo estacionado. Foi o motorista do Corolla que acionou a polícia.
Ainda de acordo com o Boletim, com a colisão, o carro da conduzida havia danificado o sistema de direção, e travou após duas quadras do local do fato, quando ela teria tentado se evadir.
O Boletim acrescenta que a guarnição da PM ao entrar em contato com a condutora a fim de sequenciar a ocorrência, notou que esta apresentava fala arrastada, forte odor etílico e andar cambaleante; e que diante das perguntas agia de maneira agressiva, exaltada e irônica, apontando o dedo no rosto de um PM, dizendo também ser funcionária pública.
A conduzida, diz o Boletim, recusou o teste do etilômetro, e a situação ficou ainda mais complicada quando a guarnição informou que ela teria que acompanhar os policiais até a delegacia.
Os comandos teriam sido ignorados, e, diante da agressividade da mulher, destaca ainda o Boletim, foi necessário que a equipe utilizasse da força, contudo, no impasse para a suspeita entrar no compartimento de segurança da viatura, ela teria passado a agredir um Soldado, e este sofreu arranhões na mão esquerda.
Outro Soldado, também de acordo com o Boletim, foi agredido com o salto alto usado pela conduzida, sofrendo lesões na mão direita. Até spray de pimenta os militares precisaram usar para a imobilização da suspeita.
Prefeito e delegado citados – Conforme ainda consta no Boletim, os procedimentos de trânsito necessários foram adotados, e o veículo de Fátima foi guinchado até o pátio credenciado do Detran. Já no interior da viatura e durante o trajeto à delegacia, os Soldados teriam sido ameaçados e a mulher teria perguntando diversas vezes se um dos policias tinha filhos, e que era para o mesmo “tomar cuidado”.
E nomes de autoridades locais foram citados pela conduzida, de modo, supostamente para inibir a guarnição. Segundo o Boletim, a mulher citou o nome do prefeito de Linhares e do delegado que chefia a 16ª Regional, e que foi pautada em extrema legalidade, dizendo que os policiais seriam prejudicados.
O celular e os demais pertences da conduzida foram entregues ao advogado da mesma, na sede da delegacia, e o espaço para a defesa enviar nota está aberto: 27 99808-4347 (WhatsApp). Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.