Polícia Caso da esteticista
Falsificação de nomes, ameaça e coação: tudo para tentar censurar notícia em Linhares
Até nomes de magistrados foram usados na montagem. Todo o conteúdo já foi enviado para a Polícia Civil e demais autoridades.
08/09/2025 13h55 Atualizada há 10 meses
Por: Redação

Com objetivo de censurar uma noticia veiculada na imprensa, com destaque para o EU VI EM LINHARES, que detalha a manchete: “Esteticista é chamada à Delegacia de Linhares após golpe do PIX em lojas na cidade”, veiculada após release e fotos (de materiais) enviados pela Polícia Civil, uma pessoa nos enviou uma montagem do que denominou de “intimação”, afirmando se chamar “Arthur”, e complementou: “Sou Arthur, secretário do excelentíssimo Thiago C Albani”. O contato foi na manhã desta segunda-feira (08). E não parou por aí:

Nossa Redação pediu que o “documento” nos fosse enviado via e-mail, para podermos oficializar o recebimento e atender a determinação. Mas...

... Para completar a tentativa de censura, a mesma montagem chegou através de um endereço eletrônico que não é usado pelo Judiciário. E, pasmem: Com título de “Liminar”.

Teor da montagem – No teor da montagem consta nome e todos os dados de uma advogada, e a seguinte citação: (íntegra) “Com esta notificação, Vossa Senhoria passa a tomar conhecimento formal destes fatos criminosos perpetrados através do site eu vi em Linhares é o respectivo Instagram, sob sua responsabilidade, e qualquer omissão e/ou negligência na tomada de providências imediatas ensejará a adoção das medidas cabíveis para apuração das responsabilidades civeis e/ou criminais”.

E ainda: “1) Retirada imediata do conteúdo ilegal e/ou ofensivo do (serviço onde o material está hospedado, incluindo todos o(s) link(s) pertinentes), sob pena de ajuizamento da competente ação de responsabilidade.

2) Preservação de todas as provas e evidências da materialidade do(s) crime(s) e todos os indícios de autoria, incluindo os logs e dados cadastrais e de acesso do(s) suspeito(s), necessários para subsidiar a instrução do inquérito policial criminal e a competente ação judicial. São os termos em que pede imediata providência.”.

Em seguida, a montagem cita a data 07/09/2025, e o nome incorreto de um Juiz de Direito, com uma rubrica.

O nosso jurídico, de imediato constatou o que havíamos já constatado: Trata-se de uma  montagem, com citações repletas de erros e junção dos prenomes com sobrenomes inexistentes de Juízes de Direito que atuam na Comarca de Linhares.

O conteúdo que recebemos, inclusive, já foi encaminhado ao delegado-chefe da Polícia Civil em Linhares, Fabrício Lucindo Lima, que nos instruiu a registrar Boletim, para começar a imediata investigação.

Também procuramos a OAB local, e estamos formalizando todo procedimento necessário junto aos demais Órgãos competentes, entre eles, o Tribunal de Justiça. Abaixo, confira a íntegra  do que manchetamos, e o texto devidamente redigido considerando o que a Polícia Civil enviou para a imprensa:

Esteticista é chamada à Delegacia de Linhares após golpe do PIX em lojas na cidade

Ela devolveu todas as mercadorias do pagamento simulado, e o valor ultrapassou a casa dos 10 mil reais.

Policiais Civis da DEIC de Linhares, investigaram o chamado golpe do pix no comércio de Linhares, Norte do Espírito Santo, e, de acordo com a Polícia Civil, o resultado foi a descoberta de que uma esteticista de 35 anos de idade, identificada como Flávia Alves dos Santos., teria efetuado pagamento via pix em duas lojas da cidade, adquirindo roupas, calçados e acessórios de luxo. A suspeita, informou a PM, utilizava um comprovante de PIX como se o pagamento tivesse sido realizado na hora, mas, na verdade, eram PIX agendados, sem qualquer valor creditado na conta das vítimas.

O prejuízo, ainda segundo a Polícia Civil, ultrapassou R$ 10 mil em mercadorias. E. assim que tomaram conhecimento do caso, integrantes da equipe da DEIC, Delegacia Especializada em Investigações Criminais, agiram com rapidez, intimou a suspeita para comparecer à 16ª Delegacia Regional de Linhares.

A Polícia Civil informou que, para tentar amenizar o problema, o esteticista levou os policiais até o local onde os produtos estavam escondidos.

“Todos os itens foram recuperados.  A Polícia Civil alerta aos comerciantes e consumidores em geral que comprovante de PIX não garante que o valor foi recebido, pode ser que sejam pix agendados, como foi o caso, ou comprovante de pix falso. Para celebrar o negócio, é preciso que o valor entre na conta da pessoa que está recebendo, antes de liberar a mercadoria”, disse o delegado Fabrício Lucindo.

A Polícia Civil acrescentou que todos os produtos recuperados serão devolvidos para os comerciantes locais e que a mulher irá responder por crimes de estelionato, pois aplicou golpes no comércio local de mais de R$ 10.000,00 (dez mil reais). Como ela não estava em estado flagrancial, vai responder pelos crimes de estelionato perante a justiça, ou seja, a prisão dela depende da Justiça. Nosso espaço está aberto para a defesa – ADVOGADO - da citada enviar nota: 27 99808-4347 (WhatsApp). ATUALIZAÇÃO ABAIXO, da defesa:

A defesa da investigada, na pessoa da advogada Simone Ferraz, nos enviou a seguinte nota: "Foi informado que toda situação foi resolvida simultaneamente entre as lojas e a acusada, de forma que a mesma colaborou para que fosse feito total reparo de danos. Tudo foi resolvido da melhor forma entre as partes”.

Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares. E, caso queira enviar uma nova nota, a defesa de esteticista tem espaço aberto: 27 99808-4347 (WhatsApp).