Um crime registrado em Sooretama, Norte do Espírito Santo, e que vitimou Valdir Ferreira Campos, o Sargento Valdir, teve desfecho nesta quarta-feira (13), no júri popular que aconteceu no Fórum de Linhares. Os trabalhos que consumiram 5 horas e 30 minutos, centralizaram o que ocorreria com os réus Jonathan Marculino dos Santos, 36 anos, o Chipão; e Jhonnie da Silva Lima, 37 anos; e o Ministério Público, representado pelo Promotor de Justiça Claudeval França Quintiliano, obteve a condenação de ambos.
Defendidos pelas advogadas Letycia Vial Pereira e Ludmara da Silva Barbosa, Jonathan foi condenado pelos crimes de homicídio qualificado (art. 121, §2º, inciso IV, do Código Penal) e associação criminosa com emprego de arma (art. 288, parágrafo único, do Código Penal), à pena definitiva de 33 anos de reclusão, em regime inicial fechado; enquanto Jhonnie foi condenado pelo crime de associação criminosa com emprego de arma (art. 288, parágrafo único, do Código Penal), à pena definitiva de 03 anos e 06 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto.
Os réus respondiam ao processo em liberdade e tiveram a prisão decretada em Plenário, sendo os Mandados de Prisão cumpridos pela Polícia Penal, uma vez que os réus já estavam presos em virtude de outro processo.
O crime – De acordo com o Inquérito policial o crime se deu no dia 24 de setembro de 2008, por volta das 20h05, na localidade de Joerana "A", zona rural de Sooretama, quando o Sargento Valdir foi atingido por disparos de arma de fogo, vindo a óbito no dia 27 do mesmo mês.
A vítima, que era candidato a vereador estava chegando à localidade de Joerana "A" para a realização de um comício quando, ao sair do seu veículo, foi alvejado a tiros pelos denunciados que fugiram após trocarem tiros também com o filho da vítima. Clique aqui para comentar a notícia e seguir o @euviemlinhares. ATUALIZAÇÃO ABAIXO:
Após a nossa postagem no Instagram, o filho da vítima fez um comentário que iremos postar na íntegra abaixo. Antes, porém, esclarecemos que apenas divulgamos o que informou a 1ª Vara Criminal, e que foram duas pessoas julgadas. E que a decisão foi dos jurados:
"Não estavam em liberdade. Estavam presos. Mesmo que seja por outros crimes. E um deles, não tinha relação direta com a morte do meu pai. E esse inquérito, começou errado, e foi concluído com "vícios". A promotoria, justiça, jurados, atuaram com que tinham. Um foi condenado e o outro não foi condenado pela participação (algo que eu sempre soube e pude concluir). Mas o resultado do júri foi justo! Quem escreveu o texto, não trouxe corretamente o que foi debatido e decidido nesta quarta (13)."