Polícia Elucidação
Os detalhes da investigação que elucidou o homicídio do empresário Wallace Lovato
Supostos desvios de dinheiro teriam superado R$ 3 milhões.
09/08/2025 18h47
Por: Redação

A Polícia Civil divulgará na segunda-feira (11), detalhes da investigação que elucidou o homicídio do empresário Wallace Borges Lovato, 42 anos. Os trabalhos são da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. Wallace Lovato foi assassinado no dia 09 de junho, em plena luz do dia, na Avenida Champagnat, no bairro Praia da Costa. Cinco pessoas foram identificadas como envolvidas no crime e são réus em ação penal. Quatro estão presas e uma é considerada foragida.

Auxiliaram nas diligências a Subsecretaria de Estado de Inteligência (SEI/Sesp), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a Polícia Científica (PCIES), a Polícia Penal (PPES) e as Guardas Municipais de Vitória e Vila Velha. A coletiva foi marcada para acontecer às 10h, na Chefatura de Polícia Civil. Segundo as investigações, um suposto desvio de dinheiro que teria motivado o crime, pode ser superior a R$ 3 milhões.

O que diz o Ministério Público – O assassinato foi arquitetado por Bruno Valadares de Almeida, que atuava como diretor financeiro da Globalsys e estaria envolvido em desvios de dinheiro da empresa de tecnologia. Wallace havia contratado uma auditoria para apurar o caso. Estamos transcrevendo abaixo uma divulgação do Folha Vitória. Confira:

Temendo ser descoberto e responsabilizado, segundo a denúncia, Bruno decidiu matar o empresário e para isso contratou Bruno Nunes da Silva, único réu ainda foragido pelo caso, para intermediar negociações com possíveis executores.

Bruno da Silva entrou em contato com Arthur Luppi, que segundo apontou a investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha, já sabia de todo o plano para matar o empresário e concordou.

Um segundo intermediador, Eferson Ferreira Alves, foi responsável por trazer o executor do crime, Arthur Neves de Barros, de Teixeira de Freitas, na Bahia, para cometer o assassinato.

Eferson também alugou um apartamento para ele e o executor se hospedarem logo após o crime, além de um carro para que Arthur Neves e Arthur Luppi fugissem após o crime.

Motivação do homicídio – Segundo a denúncia, as motivações para o assassinato são inequívocas: o desejo do mandante de não ser incriminado pelos desvios que cometia e o recebimento de dinheiro por parte dos outros envolvidos.

“O recurso que impossibilitou a defesa da vítima, que foi emboscada e covardemente morta pelas costas, e o emprego de armamento de maior letalidade (pistola 9mm) são típicos de delitos mercenários e, por estarem na esfera de previsibilidade e assentimento, também se estendem a todos os denunciados”, afirma o promotor na denúncia.

Segundo a denúncia, os réus poderão responder por adulteração de sinal identificador de veículo, praticado por Bruno Luppi, com finalidade de dificultar a identificação dos acusados no local. Eles responderão por homicídio qualificado por promessa de recompensa, o que qualifica motivo torpe, e por meio de emboscada, que dificultou a defesa da vítima.

O que diz a defesa - Por nota, o advogado Leandro Cássio Mantovani de Freitas, que representa Arthur Luppi, informou que as investigações foram encerradas e que a defesa já começou sua estratégia processual. “Com base em uma análise minuciosa dos autos e em estratégia processual já definida, a defesa dará início, de forma imediata e coordenada, à fase de apresentação da resposta à acusação, bem como à formulação de pedidos de liberdade e demais medidas oportunas, assegurando o pleno exercício do direito constitucional à ampla defesa e ao contraditório”, disse.