Polícia Homicídio no Pontal
Morte de Waguinho no Pontal: Dihony se apresenta, alega legítima defesa e é liberado na delegacia de Linhares
Suspeito diz em depoimento que foi casado por quase nove anos com a atual companheira da vítima. Ela alega que o ex não aceitava o fim do relacionamento.
30/07/2025 08h03 Atualizada há 11 meses
Por: Redação

Foi liberado pela Polícia Civil, após se apresentar na 16ª Regional de Linhares, Norte do Espírito Santo, Dihony Gonçalves Viana, autor do homicídio que vitimou Wagner Aguiar dos Santos, o Waguinho, crime registrado no dia 26 desse mês de julho, no Pontal do Ipiranga, litoral do município, e que repercutiu no Estado. Ele confessou o crime em depoimento, deu a versão e, amparado por lei (por não estar no período de flagrante), saiu pela porta da frente da delegacia no bairro Três Barras. A defesa do suspeito alega que Dihony teria agido em legítima defesa.

Nas explicações à Polícia Civil, o homem informou que após boatos de que a ex estava convivendo com Waguinho, e, sobretudo, pensando no filho de cinco anos que ele tem com ela, pesquisou sobre o rival e alertou a ex-companheira com quem viveu por quase nove anos, sobre supostas passagens da vítima pela polícia. O alerta via áudio teria chegado ao conhecimento de Waguinho e este, em 2022, teria procurado o suspeito juntamente com três homens, a fim de tirar satisfações. Desse modo, Dihony disse que adquiriu uma arma e que teria sido denunciado pela ex por essa iniciativa.

As ameaças, conforme a versão do suspeito, teriam se intensificado, principalmente após Wagner passar a morar com a ex dele. Nos dias que antecederam o crime, precisamente no fim de semana anterior, conforme depôs, Dihony estava com os pais e o filho, em Barra Seca, comunidade vizinha do Pontal do Ipiranga, onde a mãe foi buscar o filho acompanhada do padrasto. Dihony  disse que a ex não teria esclarecido que estaria acompanhada de Wagner ao buscar o menino.

O ex-casal não é de Linhares, e a vítima também era de outra cidade. Conforme imagens feitas na cena do crime, a mulher falou em alto tom de voz e em meio ao desespero, que o pai do filho dela não aceitava o fim do relacionamento, e que ele teria matado uma pessoa maravilhosa.

Na discussão que resultou em morte, Dihony disse acreditar que Waguinhor estivesse armado, o que motivou os disparos fatais e a fuga para Nova Venécia, via Urussuquara. Vale lembrar que na revista na cena do crime não foi encontrada arma que poderia pertencer à vítima. Já a arma usada pelo suspeito, seria entregue na delegacia ainda essa semana. Clique aqui para comentar e seguir o @euviemlinhares.