Uma cena de medo, dessas que deixam qualquer pessoa imaginando se sairá dela com vida. É como se pode resumir o que uma caminhoneira do Espírito Santo passou nesta segunda-feira (07) na Bahia, ao ficar em poder de indígenas durante protesto na Rodovia BR-101. Eles reivindicavam a liberdade de um Cacique, que havia sido preso com armas.
Em um vídeo divulgado por Mateus Bonfim, Presidente da Agronex (Associação do Agronegócio do Extremo Sul da Bahia), a capixaba relata que foi fazer uma entrega em Eunápolis, e quando retornava, viu vários carros parados onde fica as tribos.
Ela teria tentado uma oportunidade de seguir viagem quando ouviu que alguns veículos estavam sendo liberados. A mulher disse que uma caminhonete passou e quatro ou cinco índios pularam para fora. “Juntou uma multidão, uns com trajes normais e outros caracterizados de indígenas, enfiaram lanças (dentro do caminhão) eu desviei, quebraram o caminhão, eu pedia que não me machucassem”, relata a vítima em vídeo.
“Eu tinha dois telefones, um eles tomaram e esmagaram com uma madeira, dizendo que era aquilo que fariam comigo também, o outro ficou lá, só consegui pegar algumas roupas”. A vítima esclareceu que implorou pela vida, que pediu desculpas, que foi obrigada a responder perguntas feitas pelos indígenas com as respostas que eles queriam.
No grupo também composto por mulheres, estas instigavam os homens para darem um fim na vida da vítima, mas, entre as mulheres havia uma idosa que parecia mandar na situação, e foi ela que determinou a liberação da vítima com vida. Contou a caminhoneira.
A mulher chegou até uma viatura policial que, segundo ela, estava distante do local do fato. O caminhão dela foi destruído e depois incendiado. Durante o ato de agressões físicas e psicológicas, a mulher perguntava pelo veículo. “Mandaram eu esquecer meu carro, agradecer a idosa que não deixou me matar, foi aterrorizante, horrível, não desejo pra ninguém”, disse a vítima no vídeo. Clique aqui para comentar e veja as cenas da destruição do caminhão. Aproveite para seguir o @euviemlinhares.